Câncer de próstata: quem deve fazer o PSA e a partir de que idade?
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre homens no mundo e uma das principais causas de morte por câncer masculino. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima dezenas de milhares de casos novos a cada ano.
A boa notícia é que, quando diagnosticado cedo na fase localizada a taxa de sobrevida em 5 anos é próxima de 100%. É por isso que o rastreamento faz tanta diferença.
O que é o exame de PSA?
O PSA (antígeno prostático específico) é uma proteína produzida pela próstata. Seu nível no sangue pode aumentar em situações como inflamação, crescimento benigno da próstata e, em alguns casos, câncer. O exame é feito com uma simples coleta de sangue.
É importante saber que um PSA elevado não significa necessariamente câncer — e um PSA normal não descarta completamente a doença. Por isso, o resultado deve sempre ser interpretado pelo médico, levando em conta a idade, o histórico do paciente e outros fatores.
A partir de que idade fazer o PSA?
As diretrizes variam entre as diferentes sociedades médicas, mas há um consenso geral:
- Homens com risco médio: a conversa sobre rastreamento com PSA deve começar entre os 45 e 50 anos
- Homens negros: a partir dos 45 anos, pois têm incidência e mortalidade significativamente maiores pelo câncer de próstata
- Homens com familiar de primeiro grau (pai ou irmão) com diagnóstico de câncer de próstata: a partir dos 40 a 45 anos
- Acima dos 70 anos: o rastreamento deve ser avaliado caso a caso, levando em conta a expectativa de vida e as preferências do paciente
O ponto central das diretrizes modernas é a tomada de decisão compartilhada: o médico explica os benefícios e os riscos do rastreamento e o paciente decide, junto com ele, se quer fazer o exame.
Quais são os riscos de fazer o rastreamento?
Essa é uma discussão importante na medicina moderna. O rastreamento com PSA pode:
- Detectar tumores que, se não fosse pelo exame, nunca causariam problemas ao longo da vida (sobrediagnóstico)
- Levar a biópsias desnecessárias
- Resultar em tratamentos e seus efeitos colaterais para cânceres que não precisariam ser tratados
Por isso, as diretrizes mais recentes não recomendam o rastreamento de forma universal e automática, mas sim uma conversa honesta entre médico e paciente sobre o que o exame pode — e não pode — oferecer.
O que acontece se o PSA estiver alterado?
Um resultado acima de 4 ng/mL costuma ser considerado alterado, mas esse valor varia com a idade. O médico pode:
- Repetir o exame após alguns meses
- Solicitar uma ressonância magnética da próstata
- Pedir biomarcadores adicionais
- Encaminhar ao urologista para avaliação
A biópsia, quando indicada, pode ser guiada por ressonância magnética para aumentar a precisão do diagnóstico.
Quais são os sintomas do câncer de próstata?
Na fase inicial, o câncer de próstata raramente causa sintomas. Quando surgem, os sinais mais comuns incluem:
- Dificuldade para urinar ou jato fraco
- Necessidade frequente de urinar, especialmente à noite
- Sangue na urina ou no sêmen
- Dor ou desconforto na região pélvica
Esses sintomas podem ter outras causas, como hiperplasia benigna da próstata, que é muito mais comum e não é câncer. Mas sempre merecem avaliação médica.
E se o câncer for detectado?
O tratamento depende do estágio e do grau do tumor. Para casos de baixo risco, a vigilância ativa — que consiste em monitorar o tumor regularmente sem tratamento imediato — é uma opção cada vez mais aceita, associada a boa sobrevida e melhor qualidade de vida. Para casos mais avançados, existem opções de cirurgia, radioterapia e terapias hormonais.
Não espere ter sintomas para cuidar da saúde da próstata. Agende uma consulta com urologista ou clínico geral no dr.consulta e discuta se o rastreamento faz sentido para o seu perfil.
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