Como escolher um anticoncepcional? Vá ao ginecologista antes

A decisão por não ter filhos pode ser temporária ou definitiva, mas nem sempre o método é o mesmo. Escolher o anticoncepcional ideal, no entanto, é uma decisão que parte de uma recomendação médica, feita por um ginecologista.
Isso porque o especialista é quem consegue identificar as necessidades, explicar a eficiência de cada método e avaliar os riscos de cada paciente. Evitar as consultas de rotina e essas orientações pode colocar a saúde em risco.
Antes de tudo: para que serve o anticoncepcional?
Como o nome sugere, o anticoncepcional tem como principal objetivo prevenir uma gravidez. Os métodos contraceptivos podem ser separados em três categorias principais:
- os hormonais: usam hormônios femininos para impedir a ovulação. Nesse grupo estão as pílulas orais, as injeções, os adesivos cutâneos, os anéis vaginais, o Dispositivo Intrauterino (DIU) hormonal e o implante hormonal;
- os métodos de barreira: impedem que o espermatozoide chegue ao óvulo. É o caso do DIU de cobre, das esponjas e espermicidas, do preservativo masculino e feminino;
- cirúrgico ou laqueadura tubária: um método permanente e definitivo, quando é feito o corte ou a ligadura das trompas de Falópio — o canal de passagem do óvulo fecundado para o útero.
Nenhum método contraceptivo, que não o permanente, é 100% eficaz. Ambos garantem, em média, 99% de eficácia. Apenas o preservativo (camisinha) protege contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e deve ser utilizado em todas as relações sexuais.
O que deve ser avaliado para escolher um anticoncepcional
Apesar de parecer, escolher um anticoncepcional não é algo trivial ou simples. Não é apenas assistindo um vídeo informativo no Youtube ou rede social, que se consegue obter informações sobre o melhor método.
Os anticoncepcionais disponíveis diferencem quanto ao método, valores e indicações. E, especialmente, as restrições – que é o que leva muitas mulheres a procurar um ginecologista antes de qualquer tipo de investimento de tempo e dinheiro.
Como os ginecologistas atuam

No geral e por todo o conhecimento dos quadros clínicos, é esse profissional de saúde que pode:
- avaliar a condição física e o método mais indicado;
- avaliar os efeitos colaterais e os riscos;
- trocar o anticoncepcional;
- fazer recomendações sobre a volta do seu uso no pós-parto.
1. Avaliar o melhor método
O que funciona para uma mulher, pode não funcionar para a outra. A partir da avaliação do histórico médico e ginecológico, das rotinas e dos hábitos de vida é são vão listadas as sugestões iniciais.
Uma mulher com a vida mais corrida e agitada, por exemplo, pode não se adequar tão bem aos horários de tomar os comprimidos ou as pílulas anticoncepcionais. Por outro lado, outras podem não querer usar os adesivos por uma questão mais pessoal. Independentemente do método, o ginecologista irá avaliar as contraindicações.
2. Avaliar os efeitos colaterais e riscos
Por alterar a regulação hormonal, a maioria das soluções contraceptivas apresentem efeitos colaterais como enjoos, irritabilidade e mudanças no humor, dores nas mamas e aumento do peso.
Outro ponto importante é que, o risco indiscriminado dos anticoncepcionais, ou seja, o uso incorreto, assim como o uso combinado indevido podem trazer complicações de saúde. A trombose é uma das causas mais conhecidas e está relacionada como um efeito adverso desse uso. Pacientes com o quadro relatam inchaços e vermelhidão nas pernas, além das dores locais.
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3. Trocar corretamente o contraceptivo
Ao perceber que um dos métodos têm trazido prejuízos à saúde e bem-estar, como os sintomas recorrentes, o ginecologista deve, em concordância com a paciente, fazer a sua substituição.
É durante esse período de transição e do abandono do uso da camisinha que muitas mulheres engravidam. E esse é um grande risco de segurança para a saúde. Além disso, é preciso lembrar que, normalmente, o corpo precisa se adaptar ao novo medicamento e que reduz a sua eficácia nesse intervalo. A pausa tem o mesmo efeito e só deve ser feita quando se quer engravidar.
4. Recomendar o uso de contraceptivos no pós-parto (puerpério)
Após o parto — e durante uma fase da amamentação — a mulher não menstrua. Porém, como não é possível saber quando a ovulação será iniciada novamente, o contraceptivo pode voltar à ação. As minipílulas com progesterona são uma das mais prescritas para as lactantes, porque não alteram o volume ou qualidade do leite.
Escolher o anticoncepcional, nesse caso, depende ainda de outros fatores como: o tempo após o parto e o tipo de parto.
Prevenção, acompanhamento e tratamento de outras condições de saúde da mulher
Vale lembrar que a Ginecologia é a especialidade responsável pela saúde da mulher e do sistema reprodutor feminino que atua tanto na prevenção, quanto no tratamento de doenças que afetam os órgãos genitais femininos.
Procure o ginecologista para falar e se quiser saber mais sobre os contraceptivos, gestação, fertilidade ou infertilidade feminina, reposição hormona, entre outros assuntos.
As pacientes mais jovens também deve procurar o ginecologista com frequência para tratar da primeira menstruação, Tensão Pré-Menstrual (TPM), acne e para os cuidados preventivos, válidos para todas as fases da vida.

Fontes:
Eu tomo o Yumi mas ele faz meu melão aumentar.e mim deixa irritada nós primeiros dias que começo a tomar.e nós últimos comprimido também fico muito irritada
A consulta pode ser on-line para um médico me indicar um método contraceptivo?
Olá, Giovanna! Sim, pode ser online 🙂 Tudo dependerá da conduta médica.
Olá, tudo bem?
Então, eu nunca utilizei o anticoncepcional, mas gostaria de começar a usar, porém tenho uma dúvida…
É preciso fazer algum exame laboratorial para começar o uso?
Não tenho nenhuma doença, e nenhum histórico de doenças como trombose e câncer de mama na família…
Queria que me indicasse um anticoncepcional para mim tomar!!!
Olá, bom dia! Para orientações é preciso consultar um doutor presencialmente. Para marcar uma consulta com a gente você pode entrar em contato com a central de atendimento pelo fone 4090-1510 ou pelo site http://www.drconsulta.com. Obrigado, abraço!
[…] A opção de remoção dos tumores (miomectomia) costuma ser indicada para quadros de miomas volumosos, múltiplos e/ou quando não é possível controlar o sangramento e o crescimento uterino com outros tipos de tratamento (como uso de anticoncepcionais). […]