Como o inchaço abdominal afeta as mulheres

Entre todas as queixas que afetam as mulheres, o inchaço abdominal é uma das que ocorre com frequência, incomodando bastante.
Ainda que não esteja necessariamente relacionado ao ganho de peso, a sensação, assim como o próprio inchaço, causam mudanças na aparência e, consequentemente, impactos físicos e emocionais.
Causas comuns do inchaço abdominal nas mulheres
O inchaço abdominal pode ser explicado por diferentes motivos:
- variação hormonal: durante o ciclo menstrual, alterações nos níveis de estrogênio e progesterona podem resultar em retenção de líquidos;
- fatores alimentares: o consumo excessivo de sal e a ingestão de alimentos gordurosos, causa a retenção hídrica e dificulta a digestão, respectivamente;
- intolerâncias alimentares: a intolerância à lactose e ao glúten, também podem levar a esse desconforto, causando inflamação e gases.
- síndrome do intestino irritável (SII): condição que afeta o funcionamento normal do intestino levando ao inchaço, constipação e diarreia.
Embora sejam usados como sinônimos, a distensão abdominal é caracterizada pelo aumento real no tamanho abdominal medido e tem efeito mais duradouro. Sendo assim, o inchaço abdominal e a distensão abdominal podem ocorrer juntos ou separadamente.
Sintomas associados
Quase sempre o inchaço abdominal é acompanhado pela sensação de estômago cheio, por náuseas leves e episódios de flatulência.
É importante observar se esses sintomas estão associados a outros como perda de peso sem explicação ou sangramento – que são indicativos de condições mais graves. Nessa lista constam: doenças inflamatórias intestinais, câncer ou endometriose.
Quando procurar o gastroenterologista
Ainda que o inchaço abdominal ocasional seja normal, procurar orientação médica quando os sintomas são persistentes ou intensos ajuda a identificar precocemente a presença de condições mais graves, como a obstrução intestinal ou doenças gastrointestinais crônicas, por exemplo.
Normalmente, os sinais de alerta incluem dor abdominal severa, febre, vômitos persistentes e perda de peso inexplicada.
Impactos físicos e emocionais
O impacto do inchaço abdominal não se limita somente ao físico; emocionalmente, o efeito emocional é, no geral, igualmente prejudicial.
Estudos indicam que, nessas situações, a autoimagem é profundamente afetada, levando a sentimentos de vergonha e baixa autoestima. A ansiedade e o estresse são agravados, especialmente em ambientes sociais ou profissionais -, onde as pessoas se sentem mais julgadas.
Medidas preventivas
Adotar hábitos saudáveis e realizar mudanças no estilo de vida são recomendações prioritárias para quem quer prevenir o inchaço no abdômen. É importante começar com essas ações:
Avaliar o que está no prato
Adotar uma dieta balanceada, rica em fibras solúveis e baixa em carboidratos fermentáveis (conhecidos como FODMAPs) é fundamental.
Alimentos como feijões, cebolas, alho e vegetais crucíferos (como couve-flor), podem intensificar o desconforto. Não são proibidos, mas como são responsáveis pela produção de gases, devem ser consumidos com moderação. Já os produtos lácteos, devem ser eliminados ou consumidos com cautela, especialmente para aqueles com intolerância à lactose.
Além disso, alimentos processados e ricos em açúcar devem ser limitados, pois contribuem para a inflamação e retenção de líquidos.
Monitorar e identificar alimentos que desencadeiam esse sintoma é um passo básico para entender como agir e o que mudar na alimentação.
Beber água mais vezes
A água ajuda a liberar toxinas do organismo e facilita o “trânsito intestinal”. Por outro lado, a desidratação pode levar a esforços excessivos do intestino, agravando a constipação e o inchaço.
Por mais que as refeições e os lanches rápidos possam ser acompanhados de outros tipos de bebidas, o mais recomendado mesmo é tomar água e, em torno de 1,5 litros por dia. Chás e infusões de ervas são boas alternativas para manter-se hidratado, sem adicionar calorias ou açúcares.
As bebidas gaseificadas e ricas em açúcar, aumentam a formação de gases e o inchaço e, portanto, têm efeito contrário.

Estimular o fluxo sanguíneo e a digestão com mais frequência
Quem pratica atividades e exercícios físicos sabe de cor os benefícios. Exercícios aeróbicos, como caminhada e ciclismo, ajudam a combater o inchaço abdominal porque estimulam o fluxo sanguíneo e a digestão – liberando os gases.
Outra recomendação muito indicada para as mulheres é o yoga. Durante as sessões são feitas posturas que aliviam a pressão no abdômen e tonificam a musculatura.
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Fontes: