Infarto do Miocárdio: o que é, sintomas, causas e como prevenir
O que é infarto do miocárdio?
O infarto do miocárdio — popularmente chamado de ataque cardíaco — acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do coração é bloqueado. Sem sangue, as células daquela região não recebem oxigênio e começam a morrer.
O nome pode assustar, mas entender o que acontece dentro do corpo ajuda a agir rápido — e agir rápido salva vidas.
Sintomas mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas os mais frequentes são:
- Dor ou pressão no peito — sensação de aperto, peso ou queimação no centro ou no lado esquerdo
- Dor que se espalha — pode ir para o braço esquerdo, pescoço, mandíbula, costas ou estômago
- Falta de ar — mesmo em repouso
- Suor frio e palidez
- Náusea ou vômito
- Tontura ou desmaio
- Cansaço extremo sem motivo aparente
Indicação de imagem: Infográfico com silhueta humana indicando os locais onde a dor do infarto pode aparecer. Alt text: “Infográfico mostrando os pontos do corpo onde os sintomas de infarto podem ser sentidos.”
Sinais de alerta que exigem ação imediata
Ligue imediatamente para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro se:
- A dor no peito durar mais de 15 minutos
- A dor vier acompanhada de suor frio, falta de ar ou desmaio
- Os sintomas aparecerem em repouso, sem esforço físico
- A pessoa perder a consciência
Não espere os sintomas passarem. Cada minuto conta.
Principais causas e fatores de risco
O infarto geralmente é causado pela aterosclerose — o acúmulo de gordura nas paredes das artérias que irrigam o coração. Com o tempo, esse acúmulo forma placas que podem se romper e bloquear a passagem do sangue.
Os principais fatores de risco são:
- Hipertensão arterial (pressão alta)
- Diabetes
- Colesterol alto
- Tabagismo
- Obesidade
- Sedentarismo
- Histórico familiar de doenças cardíacas
- Estresse crônico
- Idade avançada (homens acima de 45 anos e mulheres acima de 55)
Como é feito o diagnóstico
Quando um paciente chega ao hospital com suspeita de infarto, a equipe médica age com rapidez. Os principais exames são:
- Eletrocardiograma (ECG): registra a atividade elétrica do coração e pode mostrar áreas afetadas
- Exames de sangue: identificam enzimas liberadas pelo músculo cardíaco quando ele está lesionado (como a troponina)
- Ecocardiograma: imagem do coração em movimento, para avaliar o funcionamento das câmaras
O diagnóstico rápido é essencial para iniciar o tratamento o quanto antes.
Tratamento e cuidados
O objetivo do tratamento é restaurar o fluxo de sangue o mais rápido possível. As principais opções são:
- Medicamentos: anticoagulantes, fibrinolíticos (para dissolver o coágulo) e outros para estabilizar o coração
- Angioplastia: procedimento minimamente invasivo que abre a artéria bloqueada com um cateter e, geralmente, coloca um stent (uma espécie de mola) para mantê-la aberta
- Cirurgia de revascularização: em casos mais graves, cria-se um desvio para contornar a artéria obstruída
Após o infarto, o paciente segue com acompanhamento médico contínuo, uso de medicamentos e mudanças de hábito:
- Alimentação saudável (menos sódio, gordura saturada e açúcar)
- Atividade física regular, com orientação médica
- Abandono do cigarro
- Controle do estresse
- Monitoramento da pressão e da glicemia
Possíveis complicações
Quando o infarto não é tratado a tempo, pode causar:
- Insuficiência cardíaca (o coração perde força para bombear sangue)
- Arritmias (alterações no ritmo do coração)
- Choque cardiogênico (queda grave da pressão, com risco de morte)
- Novo infarto
Quanto mais cedo o tratamento, menores as chances de complicações permanentes.
Quando procurar atendimento médico imediatamente
Procure o pronto-socorro sem hesitar se você ou alguém próximo sentir:
- Dor forte no peito por mais de alguns minutos
- Dor que vai para o braço, pescoço ou mandíbula
- Falta de ar repentina
- Suor frio com mal-estar
- Desmaio ou perda de consciência
Não dirija até o hospital. Ligue para o SAMU (192).
Como prevenir o infarto
A boa notícia: boa parte dos infartos pode ser evitada. As principais estratégias de prevenção são:
- Não fumar — o tabagismo é um dos maiores fatores de risco
- Praticar exercícios regularmente — pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana
- Comer bem — priorizar frutas, vegetais, grãos integrais e gorduras boas
- Controlar pressão, colesterol e glicemia com consultas periódicas
- Gerenciar o estresse com técnicas de relaxamento, lazer e sono de qualidade
- Fazer check-ups cardíacos — especialmente se houver histórico familiar
Perguntas frequentes sobre infarto
1. Quais são os primeiros sinais de infarto? Os sinais mais comuns são dor ou aperto no peito, dor que vai para o braço ou mandíbula, suor frio, falta de ar e náusea. Em alguns casos, especialmente em mulheres, o infarto pode se manifestar só com cansaço extremo ou dor nas costas.
2. Infarto pode acontecer sem dor? Sim. O chamado “infarto silencioso” ocorre sem dor intensa e pode passar despercebido. É mais comum em pessoas com diabetes. Por isso, exames de rotina são fundamentais.
3. Como diferenciar dor no peito de infarto e de outros problemas? Só um médico pode fazer esse diagnóstico com segurança. Qualquer dor no peito persistente, especialmente acompanhada de outros sintomas, deve ser avaliada no pronto-socorro.
4. Mulheres têm os mesmos sintomas que homens? Não necessariamente. Mulheres podem ter sintomas mais atípicos, como cansaço extremo, dor nas costas, enjoo e falta de ar — sem a clássica dor no peito. Isso pode atrasar o diagnóstico.
5. Quem já teve infarto pode fazer exercícios? Sim, mas sempre com orientação médica. A reabilitação cardíaca supervisionada é altamente recomendada e melhora muito a qualidade de vida após o infarto.
6. Estresse pode causar infarto? O estresse crônico é um fator de risco reconhecido. Ele eleva a pressão arterial, favorece inflamação e pode desencadear episódios agudos em pessoas já predispostas.
Conclusão
O infarto do miocárdio é sério, mas pode ser prevenido e tratado. Conhecer os sintomas, agir rápido e adotar hábitos saudáveis fazem toda a diferença — tanto para evitar o primeiro episódio quanto para se recuperar bem após um infarto.
Cuide do seu coração com acompanhamento especializado
Se você tem fatores de risco como pressão alta, diabetes, colesterol elevado ou histórico familiar de doenças cardíacas, marque uma consulta com um cardiologista. A prevenção começa com uma conversa com quem entende do assunto.
Fontes
- Organização Mundial da Saúde (OMS) — Doenças cardiovasculares
- Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) — Diretrizes e informações ao paciente
- Mayo Clinic — Heart Attack
- American Heart Association — Heart Attack Symptoms
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