Entenda por que o aborto espontâneo acontece

A perda gestacional precoce é uma realidade que afeta muitas mulheres e é considerada a complicação mais frequente da gravidez.
Dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) indicam que aproximadamente 10% a 15% das gestações terminam em abortos espontâneos, sendo que a maioria dos casos ocorre no primeiro trimestre.
Causas do aborto espontâneo
A Febrasgo define o abortamento como uma síndrome hemorrágica que ocorre na primeira metade da gravidez, ou seja, antes das 22 semanas.
Quando ela acontece sem interferências externas e é provocada por anomalias fetais ou enfermidades maternas, recebe o nome de aborto espontâneo.
De acordo com um estudo da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), há diversas explicações para o quadro. Entre as principais causas estão:
- alterações cromossômicas;
- mecanismos autoimunes;
- fatores endócrinos, trombofílicos, uterinos, infecciosos, ambientais e emocionais;
- insuficiência istmocervical (condição que enfraquece o colo do útero e pode levar à perda gestacional).
Dentre esses fatores, destacam-se as alterações cromossômicas, que representam cerca de 50% dos casos de interrupção espontânea no primeiro trimestre. Elas incluem perdas ou acréscimos no número de cromossomos, além de anomalias estruturais, como quebras ou rearranjos do material genético.
O acompanhamento médico durante o pré-natal é fundamental para monitorar a evolução da gestação e identificar possíveis riscos. Com o Cartão dr.consulta, é possível ter acesso a descontos em atendimentos com especialistas, como obstetras, e procedimentos laboratoriais e de imagem.
O benefício ainda conta com Linhas de Cuidado, como o programa Minha Gestação, que oferece suporte e orientações sobre a saúde da gestante com um time multidisciplinar e consultas on-line de enfermagem.

Principais sintomas de interrupção espontânea da gravidez
Normalmente, o quadro causa:
- dor abdominal;
- sangramento (podendo ser semelhante ao fluxo menstrual em alguns casos);
- dores nas costas, na pelve e/ou na vagina em algumas pessoas.
Caso a gestante apresente alguma dessas manifestações, deve procurar ajuda profissional rapidamente para uma avaliação.
É possível impedir um aborto?
Em alguns casos, sim. Segundo a Febrasgo, existe um quadro chamado ameaça de abortamento, na qual a gestante apresenta sangramento leve ou moderado e cólicas, mas a gravidez ainda pode ser mantida com cuidados e observação.
Para evitar complicações, recomenda-se uma assistência médica imediata e em todo o processo. Além disso, é aconselhável não ter relações sexuais. O uso de analgésicos pode aliviar as dores (sempre com prescrição).
No entanto, se houver dilatação do colo do útero e o sangramento for intenso, a gestação pode se tornar inviável. Nesse caso, o profissional deve avaliar se houve expulsão completa do embrião ou se será necessária uma intervenção segura para a remoção dos tecidos gestacionais.
É importante não recorrer a tentativas de esvaziamento do útero fora de um ambiente hospitalar, pois isso pode resultar em infecções, danos ao sistema reprodutivo e, em casos extremos, óbito da mulher.
O que causa a perda gestacional recorrente
A idade avançada (mais de 40 anos) e o número de gestações interrompidas no passado estão entre principais fatores de risco para esse tipo de ocorrência, caracterizada por dois ou mais abortos consecutivos.
Outros aspectos que também impactam são:
- tabagismo;
- consumo exagerado de bebidas alcoólicas;
- atividade física em excesso;
- obesidade ou peso abaixo do ideal.
Além de mudanças no estilo de vida, é possível buscar aconselhamento genético para investigar as causas da interrupção da gravidez e avaliar tratamentos para aumentar as chances de uma gestação bem-sucedida.
Fontes:
[…] de anticorpos que atacam proteínas do próprio organismo, podendo evoluir para tromboses, abortos recorrentes e complicações cardiovasculares. Dor, inchaço e vermelhidão na perna afetada são alguns dos […]