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Blog dr.consulta / Saúde de A-Z / Causas comuns do corrimento marrom e como prevenir
Saúde de A-Z

Causas comuns do corrimento marrom e como prevenir

O corrimento marrom pode ser um motivo de preocupação para muitas mulheres. Embora nem sempre seja sinal de algo...
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dr.consulta
11, ago de 2026
14 minutos para ler
Causas comuns do corrimento marrom e como prevenir

O corrimento marrom pode ser um motivo de preocupação para muitas mulheres. Embora nem sempre seja sinal de algo grave, é importante entender suas possíveis causas. 

Neste conteúdo, você vai encontrar as causas mais comuns dessa secreção, os sinais que merecem atenção e as formas de tratamento e prevenção.

O corrimento marrom é um motivo de preocupação frequente entre as mulheres que procuram o ginecologista. Na maioria das vezes ele não indica nada grave, mas entender de onde vem essa cor ajuda a saber quando é só uma variação normal do corpo e quando vale a pena buscar avaliação médica.

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Neste conteúdo, você vai encontrar as causas mais comuns dessa secreção, os sinais que merecem atenção e as formas de tratamento e prevenção.

O que é o corrimento vaginal

O corrimento vaginal é uma secreção natural produzida pelas glândulas do colo do útero e da vagina. Ele faz parte do funcionamento saudável do corpo feminino e cumpre algumas funções importantes:

  1. mantém a vagina lubrificada, evitando desconforto e irritação;
  2. funciona como uma espécie de limpeza natural, ajudando a eliminar células mortas e outros resíduos;
  3. abriga bactérias benéficas que preservam o equilíbrio do pH vaginal e ajudam a prevenir infecções;
  4. muda de consistência ao longo do ciclo menstrual, o que interfere na passagem dos espermatozoides.

A cor e a textura dessa secreção variam bastante conforme a fase do ciclo. O mais comum é um corrimento claro ou levemente esbranquiçado, sem odor forte, mas tons amarelados e amarronzados também podem aparecer sem representar um problema.

O corrimento marrom, especificamente, tem várias causas possíveis — a maioria delas bem simples de entender.

Causas comuns do corrimento marrom

1. Sangue antigo eliminado pelo corpo

A causa mais frequente é a saída de sangue menstrual mais antigo, que demorou para ser expelido e por isso oxidou, ficando com essa tonalidade. Isso costuma acontecer no início ou no fim do ciclo menstrual.

2. Ovulação

Durante a ovulação, algumas mulheres notam um pequeno sangramento que se mistura ao corrimento e adquire tom marrom. Geralmente é discreto e passa em poucos dias.

3. Gravidez inicial

No começo da gravidez, a implantação do embrião no útero pode causar um sangramento leve, percebido como corrimento marrom. Ainda assim, qualquer sangramento na gestação deve ser informado ao obstetra: se for discreto e não vier acompanhado de outros sinais, costuma ser considerado normal, mas aumento de volume, mudança para tons mais escuros ou dor pedem avaliação rápida.

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4. Uso de anticoncepcionais

Anticoncepcionais hormonais. pílulas, injeções ou DIU, podem alterar o padrão do ciclo, principalmente nos primeiros meses de uso, enquanto o corpo se adapta aos hormônios.

5. Perimenopausa

Na perimenopausa, período de transição antes da menopausa, os hormônios começam a flutuar e irregularidades menstruais, incluindo corrimento marro, tornam-se mais comuns.

6. Infecções vaginais e outras condições ginecológicas

Algumas condições ginecológicas também podem causar corrimento marrom, quase sempre junto de outros sinais, como coceira, odor incomum ou desconforto:

  • Vaginose bacteriana — desequilíbrio das bactérias naturais da vagina, que costuma vir com odor forte.
  • Doença inflamatória pélvica — infecção dos órgãos reprodutivos, muitas vezes originada por ISTs não tratadas, que pode trazer dor pélvica e febre.
  • Endometriose — condição em que tecido semelhante ao do útero cresce fora dele, causando dor e sangramento irregular que pode aparecer como corrimento marrom.

7. Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)

Quando não tratadas, algumas ISTs podem estar por trás do corrimento marrom:

  • Tricomoníase — infecção por protozoário que também causa coceira, irritação e odor característico, semelhante ao de peixe.
  • Clamídia — infecção bacteriana frequentemente assintomática, que pode gerar complicações se não for tratada.
  • Gonorreia — infecção bacteriana que, assim como a clamídia, pode passar sem sintomas e evoluir para complicações sérias.

Essas infecções também podem causar dor pélvica, desconforto ao urinar e sangramento fora do período menstrual — por isso a importância de investigar quando o corrimento não segue o padrão habitual.

8. Pólipos ou miomas uterinos

Pólipos ou miomas são crescimentos geralmente benignos no útero, mas podem provocar sangramento entre os períodos menstruais e desconforto associado.

9. Câncer ginecológico

É uma causa menos comum, mas o corrimento marrom persistente pode, em alguns casos, estar relacionado a câncer do colo do útero ou do endométrio — geralmente acompanhado de dor pélvica, sangramento fora do padrão habitual e perda de peso sem explicação. Por isso, sintomas persistentes merecem investigação médica, sem que isso signifique que esse seja o diagnóstico mais provável.

Como o ginecologista investiga a causa

Diante de um corrimento marrom que chama atenção, a consulta costuma incluir uma conversa sobre o histórico menstrual e os sintomas associados, exame ginecológico e, quando necessário, exames complementares como Papanicolau, ultrassonografia pélvica ou testes para ISTs. Esses exames ajudam a diferenciar uma variação normal do ciclo de uma condição que precisa de tratamento específico.

Quando o corrimento marrom é considerado normal

Essa secreção costuma ser normal nas seguintes situações:

  • no início ou no fim do ciclo menstrual, quando o corpo elimina sangue mais antigo;
  • durante a ovulação;
  • no começo da gravidez, pela implantação do embrião;
  • nos primeiros meses de uso de anticoncepcionais, enquanto o corpo se ajusta aos hormônios.

Quando se preocupar com o corrimento marrom

Ainda que o corrimento marrom seja normal em boa parte dos casos, alguns sinais merecem avaliação médica:

  • odor forte ou desagradável, que pode indicar infecção;
  • dor ou desconforto, sobretudo na região pélvica, durante a relação sexual ou ao urinar;
  • sangramento intenso ou que dura mais do que o esperado;
  • sintomas associados, como febre, perda de peso sem explicação ou cansaço fora do comum.

Perceber esses sinais com frequência ou ter dúvidas sobre o próprio corpo pode gerar ansiedade — e isso também é motivo suficiente para buscar orientação médica, mesmo sem certeza de que algo esteja errado.

Se você tem o Cartão dr.consulta, pode usar os benefícios para agendar consultas e exames ginecológicos com mais facilidade.

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Como é feito o tratamento do corrimento marrom

dr.consulta - mulher jovem faz consulta com ginecologista para esclarecer dúvidas sobre corrimento marrom
Imagem ilustrativa (GettyImages)

O tratamento depende diretamente da causa identificada:

Antibióticos ou antifúngicos — indicados quando há infecção, conforme o tipo identificado pelo médico. Esses medicamentos só devem ser usados com prescrição, já que a automedicação pode mascarar o problema ou favorecer resistência bacteriana. É importante seguir o tratamento até o fim, mesmo que os sintomas melhorem antes.

Ajustes hormonais — quando a causa está relacionada a anticoncepcionais ou perimenopausa, o médico pode rever a dosagem ou sugerir outra abordagem hormonal.

Tratamento de ISTs — exige diagnóstico rápido e, na maioria dos casos, tratamento simultâneo dos parceiros sexuais, para evitar reinfecção.

Procedimentos cirúrgicos — reservados para alterações estruturais, como pólipos, miomas ou endometriose, quando o médico avalia que a remoção é o caminho mais indicado.

Para chegar a um diagnóstico preciso, consultar um ginecologista é o passo mais seguro: o profissional vai investigar o histórico, examinar e indicar o tratamento adequado para cada caso.

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Hábitos que ajudam a cuidar da saúde íntima

Alguns cuidados simples ajudam a prevenir corrimentos fora do padrão e a manter a saúde vaginal em dia:

  • fazer a higiene íntima com água morna e sabão neutro, sem exagerar na frequência;
  • usar preservativo nas relações sexuais, principal forma de prevenir ISTs;
  • evitar duchas vaginais, que podem desequilibrar a flora natural da vagina;
  • manter consultas ginecológicas regulares, mesmo sem sintomas.

Perguntas frequentes

Corrimento marrom antes da menstruação é normal? Sim, na maioria das vezes. É comum o corpo eliminar um pouco de sangue mais antigo nos dias que antecedem a menstruação, o que dá esse tom marrom.

Corrimento marrom pode ser sinal de gravidez? Pode ser um dos sinais, já que a implantação do embrião no útero pode causar um leve sangramento. Mas o ideal é confirmar com um teste de gravidez e, se confirmado, informar qualquer sangramento ao obstetra.

Quanto tempo dura um corrimento marrom considerado normal? Geralmente dura poucos dias e tem volume pequeno. Corrimento marrom que persiste por muito tempo, aumenta de volume ou vem com outros sintomas merece avaliação médica.

Corrimento marrom com cheiro forte é grave? Não necessariamente grave, mas é um sinal de alerta. Odor forte costuma indicar infecção, como vaginose bacteriana ou uma IST, e por isso vale procurar um ginecologista.

Corrimento marrom na perimenopausa é comum? Sim. A flutuação hormonal típica dessa fase pode causar irregularidades no ciclo, incluindo corrimento marrom, mas isso não dispensa o acompanhamento médico se os sintomas mudarem ou persistirem.

Quando o corrimento marrom é normal?

Esse fluxo vaginal pode ser considerado normal em várias situações, como:

  • início ou final do ciclo menstrual, pois é quando o corpo está eliminando sangue antigo;
  • ovulação;
  • gravidez inicial devido à implantação do embrião;
  • uso de anticoncepcionais, enquanto o corpo se ajusta aos hormônios.

Quando se preocupar com o corrimento marrom?

Embora a secreção dessa cor possa ser normal em algumas situações, é importante estar atento a outros sintomas que podem indicar uma alteração de saúde. Portanto, procure atendimento médico se você notar:

  • odor forte ou desagradável, pois pode indicar uma infecção;
  • dor ou desconforto, principalmente na região pélvica, durante relações sexuais ou ao urinar;
  • sangramento intenso ou prolongado;
  • sintomas adicionais, por exemplo, febre, perda de peso inexplicável ou cansaço extremo.

Para facilitar o acesso a consultas e exames especializados, bem como garantir o melhor tratamento para sua saúde íntima, considere os benefícios do Cartão dr.consulta, que oferece descontos especiais e atendimento de qualidade para toda a família.

Fontes:

  • The American College of Obstetricians and Gynecologists;
  • NHS;
  • American Cancer Society;
  • Ministério da SaúdeFederação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

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Comentários

  1. Fernanda 03/12/2024 às 10:50

    Bom dia! Dia 15/11 eu e meu namorado fomos um pouco mais longe, não tivemos relações, apenas “sentimos” um ao outro. Estou no meu período de menstruação agora e veio pouco sangramento, mais para um tom rosado, e parou no mesmo dia; porém com um pouco de coagulação. Hoje acordei com um pouco de corrimento marrom. Venho sentindo dores de barriga e meu estômago embrulhado, e ontem, junto com o leve sangramento, cólica. Alguém consegue me ajudar? Estou desesperada.

    Responder

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