Como é feito o exame de densitometria óssea

Com o passar dos anos, os ossos do corpo tendem a ficar mais frágeis e menos densos (ou seja, compactos), principalmente na terceira idade, aumentando o risco de fraturas e complicações.
Por isso, a densitometria óssea é recomendada para avaliar a saúde dessas estruturas e diagnosticar possíveis condições.
Como funciona e para que serve a densitometria óssea
O procedimento consiste em um exame de imagem, indolor e não invasivo, que dura de 10 a 20 minutos, para medir a densidade mineral óssea (DMO) e determinar se está abaixo dos níveis saudáveis.
Nele, o paciente deita-se sobre uma plataforma e deve permanecer imóvel enquanto um equipamento chamado densitômetro faz a leitura por meio da dupla emissão de raios-X de baixa radiação. Embora outras estruturas possam ser avaliadas, as áreas mais comuns são a coluna lombar e o fêmur.
As taxas são medidas em gramas por centímetro quadrado (g/cm²) e é importante observar o T-score, ou seja, o número de desvios padrão (DP), que é usado como critério de diagnóstico para a osteoporose, como explica o Ministério da Saúde.
As classificações atuais são:
- normal: T-score maior que -1 DP;
- osteopenia: quando T-score está entre -1 e -2,5 DP;
- osteoporose: quando o T-score menor ou igual a – 2,5 DP;
- osteoporose estabelecida: quando o T-score menor ou igual a -2,5 DP e existe pelo menos 1 fratura por fragilidade dos ossos.
Existem ainda casos mais graves da condição em que o T-score é menor que -3 DP, mesmo sem fraturas.
Importante: a interpretação dos resultados deve ser sempre realizada por profissionais especializados, como um ortopedista ou clínico geral, que vai determinar quais são os próximos passos.
O autodiagnóstico e/ou a automedicação não são recomendados, pois podem gerar danos à saúde.
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Quem deve fazer a densitometria óssea
Conforme indica a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, o procedimento é fundamental para:
- monitoramento de tratamentos realizados nos ossos;
- quem possui condições ou faz uso de medicações associadas à perda óssea;
- mulheres que se enquadram em um dos seguintes grupos: acima dos 65 anos; que deixaram de menstruar há pelo menos um ano; com menos de 45 anos apresentando deficiência de estrogênio, que estejam na perimenopausa e pós-menopausa ou com IMC menor que 19;
- homens com mais de 70 anos;
- pessoas com históricos de fraturas, evidências radiográficas de fratura vertebral e/ou osteopenia;
- indivíduos com perda de estatura de pelo menos 2,5 cm ou hipercifose torácica (curvatura anormal da coluna vertebral).

Orientações importantes para a realização do procedimento:
- apresentar o pedido médico e documento oficial com foto;
- levar exames anteriores da região a ser avaliada;
- aguardar 07 dias caso o(a) paciente tenha passado por algum teste com uso de contraste (como cintilografia óssea, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros).
Contraindicação
A densitometria não deve ser feita por gestantes, pelo risco da exposição à radiação, e pessoas acima de 125kg devido às limitações do equipamento.
Por que a perda óssea acontece?
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), o processo de redução da densidade da massa óssea faz parte do envelhecimento natural do corpo. Porém, quando muito acentuado, favorece o desenvolvimento da osteoporose, caracterizada por ossos muito fracos e quebradiços.
Um conjunto de aspectos pode estar associados a essa perda. No caso das mulheres, a diminuição do estrogênio (tipo de hormônio) no organismo é um deles.
Além disso, fatores hereditários, alimentação pobre em cálcio, tabagismo, consumo em excesso de álcool, sedentarismo e uso de alguns medicamentos (como corticoides) também contribuem para a condição.
Dicas de prevenção
Para evitar o desgaste e reduzir o ritmo da perda da densidade mineral óssea, a SBR recomenda:
- tomar sol antes das 10h e após as 16h para que os níveis de vitamina D estejam dentro dos valores ideais, uma vez que ela é essencial para a absorção do cálcio;
- praticar exercícios físicos;
- evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool;
- estar atento tanto ao excesso de peso quanto à perda de massa magra (sarcopenia), pois são fatores de risco para a osteoporose;
- manter um acompanhamento médico de qualidade que solicite avaliações periódicas conforme condições pessoais de saúde.
Adotando essas atitudes, é possível preservar os ossos e reduzir o risco de fraturas, mantendo a qualidade de vida e o bem-estar.
Fontes:
- Ministério da Saúde – Osteoporose é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em idosos;
- Ministério da Saúde – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Osteoporose;
- Ministério da Saúde – Portaria de aprovação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Osteoporose;
- Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo;
- Sociedade Brasileira de Reumatologia.
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