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Blog dr.consulta / Saúde de A-Z / Transexualidade: conheça a letra T na sigla LGBTQIAP+
Saúde de A-Z

Transexualidade: conheça a letra T na sigla LGBTQIAP+

A transexualidade é uma das várias formas de expressão de gênero do ser humano e é representada por meio...
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dr.consulta
27, jun de 2023
13 minutos para ler
Transexualidade: conheça a letra T na sigla LGBTQIAP+

A transexualidade é uma das várias formas de expressão de gênero do ser humano e é representada por meio da letra T na sigla LGBTQIAP+. Assim como outras que permeiam nossa sociedade, essa é mais uma temática que deve ser amplamente discutida, principalmente no que se refere à saúde, bem-estar e autocuidado.

Em relação às pessoas transgênero, dados e estatísticas evidenciam pontos preocupantes. A depressão, por exemplo, acomete até 60% dessa população, segundo a revista médica The Lancet – uma condição que pode ser desenvolvida devido à exclusão legal e social que a comunidade enfrenta.

Além disso, um estudo da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) mostra que no ano de 2022 131 indivíduos foram assassinados – o que mantém o Brasil em primeiro lugar no ranking de países que mais matam pessoas trans.

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Dado o cenário, a conscientização não é apenas indispensável para o acolhimento dessa população, mas para ajudar no combate ao preconceito e às discriminações que, infelizmente, ainda são atuais.

Portanto, saber sobre a definição, outros termos válidos e a importância da saúde desse grupo pode desfazer pré-julgamentos, e ajudar na busca por orientação profissional adequada.

O que é transexualidade? 

Em 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou o termo da lista de doenças e distúrbios mentais. De início, portanto, é essencial frisar que não é uma doença ou um transtorno de identidade sexual.

O conceito, na verdade, diz respeito a pessoas que não se identificam com a identidade de gênero que foi atribuída no nascimento. Mas o que isso quer dizer? Quando uma pessoa nasce, é comum que o gênero seja associado exclusivamente ao genital que ela apresenta e, portanto, o gênero é atribuído a ela a partir dessa identificação apenas.

A identidade de gênero, porém, é muito mais ampla e está atrelada à forma como um indivíduo se percebe. Assim, a pessoa cisgênero se identifica com o gênero que lhe foi atribuído ao nascer. A pessoa transgênero, por sua vez, se identifica com um gênero diferente do designado naquele momento.
Além disso, é importante diferenciar a identidade de gênero da orientação sexual. Apesar de serem conceitos que de alguma maneira se cruzam, a orientação sexual se relaciona ao que um indivíduo busca em relacionamentos afetivos e sexuais. Para exemplificar, as pessoas heterossexuais se interessam por indivíduos do gênero oposto, enquanto homossexuais se atraem por pessoas do mesmo gênero.

Nomenclatura e terminologia 

Junto com o conceito emergem outros termos e nomenclaturas relevantes de serem abordados. Conhecê-los ajuda a evitar o uso de expressões preconceituosas ou inadequadas.
Seguindo as citações do Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), explicaremos os significados de palavras como transgênero, travesti e pessoa não-binária.

Transgênero

A nomenclatura é usada para designar pessoas cuja identidade de gênero não coincide com o sexo biológico que foi atribuído ao nascerem.

Assim, a transexualidade está relacionada à identidade de gênero oposta ao sexo físico biológico e pode ser uma utilizada para identidades masculinas (transmasculino) e, também, femininas (transfeminina).

Travesti

Travestis são pessoas que se identificam com o gênero oposto àquele dado no momento de seu nascimento. 

Por meio de uma ressignificação social a terminologia conquistou um grande poder político e passou a ser usada somente por pessoas trans com identidades femininas (o artigo e os pronomes corretos para se dirigir a essas pessoas são “a” e “ela/dela”).

Pessoa não-binária

As pessoas não-binárias são aquelas que não se identificam no padrão binário de gênero. Dessa maneira, a não-binariedade é uma expressão que abarca as expressões que fogem ao binarismo, como agênero, gênero fluido, entre outros.

Identidade de gênero 

A questão de gênero, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não está apenas interligada à anatomia dos órgãos genitais. Nesse sentido, diz respeito ao modo como uma pessoa se vê no mundo e, consequentemente, à sua forma de se expressar.

É primordial levar em conta que o processo de autoconhecimento e a descoberta tendem a ser mais difíceis para pessoas transgênero, já que, normalmente, enfrentam inúmeros desafios sociais e preconceitos.

Portanto, a empatia, o apoio e a desconstrução de posições estereotipadas são atitudes fundamentais não só para quem convive com uma pessoa trans, mas para toda a sociedade.

Além disso, incentivar a busca por profissionais da Psicologia e Psiquiatria também pode ser válido, uma vez que isso auxilia no acolhimento especializado, inclusive para pessoas com disforia de gênero.
Saiba ainda que os serviços de apoio e orientação do SUS, abarcados pela Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, partem de uma ação governamental para garantir a saúde de pessoas trans em todas as instâncias.

O processo de transição

Na imagem é possível ver uma pessoa branca vestindo uma camisa listrada nas cores azul e branca.
Imagem ilustrativa (Gett Images)

Nenhuma pessoa trans precisa passar por qualquer tipo de transição para ser reconhecida como tal. Esse processo é opcional e a autodeclaração é a única “formalidade” necessária, ou seja, o próprio reconhecimento e autoimagem.

Os que decidem fazer a transição de gênero normalmente optam por um desses métodos:

  • terapia de afirmação de gênero: intervenção psicológica que tem por objetivo fornecer um ambiente de apoio seguro, ajudando os pacientes a desenvolver meios saudáveis para enfrentar os desafios emocionais e sociais relacionados à transição;
  • hormonioterapia: método adotado por homens e mulheres trans para a realização de mudanças corpóreas por meio do uso de hormônios;
  • cirurgia de redesignação de gênero: intervenção cirúrgica feita com o objetivo de alterar as características físicas dos órgãos genitais.

Cirurgia de redesignação de gênero

Como parte da mudança e para que pessoas trans tenham maior bem-estar físico e, muitas vezes, mental (que é um dos tipos de saúde para se viver bem), elas podem optar por um dos métodos de redesignação de gênero. Entre eles estão:

  • mastectomia: intervenção realizada para a retirada das mamas em homens trans. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), mesmo após a mastectomia a prevenção ao câncer de mama é um cuidado que deve ser contínuo;
  • vaginoplastia: consiste na remoção de uma parte do pênis e dos testículos para a formação de uma vagina. A atividade sexual só é liberada cerca de 3 ou 4 meses após a realização da cirurgia. Atenção faça sempre sexo seguro!
  • faloplastia: procedimento em que são usados enxertos de pele, músculos, vasos sanguíneos e nervos de outras partes do corpo para a criação de uma genitália masculina com maior tamanho e volume.

É extremamente indispensável enfatizar que toda cirurgia de redesignação de gênero deve ser feita por profissionais da saúde especializados. Além disso, depois da sua realização, o acompanhamento médico deve permanecer como uma rotina.

A importância de ter uma rede de apoio. Você também pode ajudar

Na imagem é possível ver um casal sorrindo. Ambos estão de roupas pretas e se olham ao mesmo tempo que sorriem. Uma das pessoas é um homem trans.
Imagem ilustrativa (Gett Images)

Apesar da relevância, nem sempre os transgêneros contam com uma rede de apoio de amigos e familiares. Esse preconceito leva ainda à exclusão dos círculos sociais, à solidão e à depressão.

Ao ter conhecimento da causa, você pode substituir o julgamento por empatia e, no mínimo, manifestar seu respeito em ações muito simples como: 

  • acompanhar essa pessoa em consultas médicas, se necessário. Seu apoio pode ser muito importante e os cuidados com a saúde não devem ser deixados de lados, seja durante a manifestação ou durante a transição de gênero;
  • evitar o uso de termos discriminatórios. Não discrimine e não use frases ou termos que possam colocar a pessoa em situações vexatórias;
  • utilizar o nome social e os pronomes adequados;
  • respeitar as diferentes linguagens de amor e a manifestação da assexualidade. Não existe um padrão de relacionamento ou felicidade;
  • incentivar a inclusão social e disseminar o tema no ambiente de trabalho, em casa e com amigos;
  • denunciar atos preconceituosos.

Como vimos, a temática da transexualidade deve ser amplamente colocada em pauta. Além da discussão e da rede de apoio a pessoas trans. Estimular a procura de profissionais capacitados sempre que houver necessidade, incluindo ajuda psicológica é essencial. 

Se você é uma pessoa que se identifica com essa identidade de gênero, não deixe seu autocuidado de lado e busque sempre bem-estar, tanto físico quanto mental. E, se precisar, conte conosco!

__________________________

Fontes:

  • El País
  • Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) | Assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras em 2022
  • Organização Mundial da Saúde (OMS)
  • Biblioteca Virtual em Saúde (BVS-MS) | Transexualidade
  • Revista de Psicologia e Sociedade | Transexualidade: corpo, subjetividade e saúde coletiva
  • Periódicos eletrônicos em Psicologia | Breve percurso histórico acerca da transexualidade
  • Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM)
  •  Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) | GLOSSÁRIO LGBTQIA+
  • Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

#orientação sexual#sexualidade#transexualidade
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