Por que o teste do pezinho é obrigatório?

Desde 2001, a Lei 10.889 determina que todos os recém-nascidos realizem o exame, que faz parte da chamada triagem neonatal.
É feito preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia de vida. É fundamental para identificar se a criança nasceu com alguma condição genética ou congênita (desenvolvida ainda na barriga da mãe).
Como é feito e por que o prazo é importante?
O teste do pezinho consiste na amostragem de uma pequena coleta de sangue do calcanhar do recém-nascido, em um processo rápido, simples e indolor.
O material coletado é colocado em um papel de filtro e, em seguida, encaminhado para o laboratório para que seja feita a análise. O resultado, geralmente, sai dentro de 15 dias.
Caso dê positivo para alguma condição, o recém-nascido pode começar a receber a assistência adequada a partir daquele momento, evitando diagnósticos mais graves no futuro e aumentando a qualidade de vida.
O respeito ao prazo após o nascimento é um aspecto importante da eficácia do teste do pezinho, já que quanto mais cedo os resultados estiverem prontos, mais rápido o suporte necessário poderá ser oferecido.
Além do teste do pezinho convencional, existem pelo menos outros cinco tipos de exame para avaliar a condição de saúde dos bebês no período seguinte ao nascimento:
- Perfil Master;
- Perfil Master + HIV;
- Teste estendido;
- Perfil Plus;
- Perfil Plus + G6PD;
- Perfil Plus Especial.
Para garantir os melhores cuidados ao bebê, o Cartão dr.consulta oferece acesso a diferentes especialidades médicas, como consultas com o pediatra, e agendamento de exames.
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Condições identificadas
Atualmente, o procedimento convencional identifica seis tipos de quadros genéticos e congênitos:
- fenilcetonúria: alteração genética rara causada pelo acúmulo da enzima fenilalanina (encontrada em alimentos como carne e ovos). Em excesso, pode provocar disfunções neurais;
- hipotireoidismo congênito: condição médica em que o bebê já nasce com alterações na produção de hormônios da tireoide, glândula localizada no pescoço. Pode afetar o desenvolvimento da criança e pode causar distúrbios mentais e neurológicos;
- anemia falciforme: caracteriza-se pela modificação no formato das células vermelhas do sangue, o que dificulta o transporte de oxigênio pelo corpo. Além disso, sua membrana se rompe com mais facilidade e isso também gera a anemia;
- hiperplasia adrenal congênita: desregulação que limita a produção hormonal nas glândulas adrenais, afetando o crescimento e o desenvolvimento da criança;
- fibrose cística: considerada grave, é uma complicação causada pelo acúmulo de muco nas vias respiratórias do bebê. Também costuma atingir o pâncreas;
- deficiência de biotinidase: condição médica em que o organismo não é capaz de reciclar a biotina, vitamina importante para a saúde do cérebro. Bebês costumam apresentar convulsões,
Exames complementares
Ainda que o teste do pezinho seja o mais famoso, ele não é a única avaliação feita nos primeiros momentos da vida do bebê.
O cuidado neonatal inclui ainda outras análises menos conhecidas, mas igualmente importantes. Entre os que merecem destaque estão:
Teste da orelhinha
Também chamado de triagem auditiva, é realizado ainda na maternidade, até o segundo ou terceiro dia após o nascimento do bebê.
Desde 2010, uma lei federal determina que nenhum recém-nascido saia do hospital sem passar por essa avaliação. Quem nasce fora do hospital deve fazê-la até o terceiro mês de vida.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, seu objetivo é identificar perdas congênitas na audição do recém-nascido.
Para isso, é feito com o bebê dormindo, em um ambiente silencioso. Ele é rápido, indolor e sem contraindicação.
Sua duração não ultrapassa os dez minutos. Caso alguma alteração seja identificada, há o encaminhamento para uma avaliação mais detalhada.
Teste do coraçãozinho
Como o nome sugere, avalia a condição cardíaca do recém-nascido. Dessa forma, é possível identificar cardiopatias (ou seja, condições cardíacas) que o bebê eventualmente já tenha nascido com. Essas costumam ser causas importantes de mortalidade neonatal.
Para isso, nas primeiras 48 horas de vida o bebê deve ter seus batimentos e oxigenação sanguíneas avaliadas. Caso algo suspeito seja percebido, um exame mais detalhado pode ser solicitado.

Teste do olhinho
Outra avaliação simples, rápida e sem contraindicações, que permite identificar de forma precoce alterações oftalmológicas como glaucoma e catarata, entre outras.
Uma luz é utilizada e permite observar possíveis reflexos avermelhados nos olhos do bebê, o que pode sugerir a presença de alguma condição anormal. É feito, de preferência, logo após o nascimento do recém-nascido ou na primeira visita ao pediatra.
A partir disso, diante de qualquer suspeita, uma avaliação mais detalhada com um oftalmologista pode ser indicada. Procedimentos similares podem ser repetidos periodicamente durante o desenvolvimento da criança.
Vacinação
Junto desses procedimentos, a criança também deve receber, logo depois do nascimento, vacinas essenciais para protegê-la de determinadas patologias.
Essas ações logo após o nascimento ajudam a prevenir complicações e garantir um maior bem-estar para o bebê, permitindo diagnósticos precoces e tratamentos desde cedo.
Em casos de dúvida a respeito desses e de qualquer outro aspecto da saúde da criança, é importante consultar um pediatra para mais informações.
Fontes:
[…] Embora possa ser considerado algo normal e passageiro na maioria dos casos, algumas circunstâncias podem exigir acompanhamento mais próximo dos profissionais de saúde envolvidos no cuidado desse período neonatal. […]
[…] disso, exames como o teste do pezinho e o mapeamento genético também ajudam a rastrear, respectivamente, condições genéticas ou […]