O desenvolvimento da ansiedade social e o medo do público

Enquanto muitos se sentem ansiosos sem ter muita consciência do gatilho por trás da emoção, na ansiedade social esse tipo de resposta tem um objeto específico: a interação com outras pessoas e o receio das repercussões que isso pode gerar.
Se não é difícil imaginar alguém temendo antes de ter que falar em público, é preciso considerar como esse transtorno de ansiedade compromete o bem-estar e limita o acesso a uma série de oportunidades.
As características específicas da ansiedade social
Os transtornos ansiosos colocam no mesmo guarda-chuva todos aqueles distúrbios de saúde mental marcados pelo medo excessivo em torno de algo, gerando um reflexo exagerado e comprometendo o potencial do indivíduo de seguir em frente no dia a dia.
Tendo isso em mente, o chamado transtorno de ansiedade social (ou somente fobia social) tem como componente central a angústia provocada por ocorrências em que uma pessoa acha que será avaliada por terceiros. Isso envolve interações sociais aparentemente inofensivas, incluindo:
- conversar com não familiares;
- realizar um pedido via telefone;
- ser observado fazendo alguma coisa (como comer ou andar);
- participar de cenários de avaliação (na apresentação de um trabalho).
Nas crianças, o fenômeno é notado quando elas tentam se aproximar de representantes da mesma faixa etária, e não só de adultos.
Alguém excessivamente tímido talvez olhe para esses exemplos e se reconheça neles. No entanto, diferente da fobia, a timidez é um traço de personalidade, que não necessariamente desperta uma tensão tão grande, paralisando tentativas de contatos.
Além disso, é esperado que por meio da permanência num mesmo ambiente, as limitações impostas pelo acanhamento inicial desapareçam. Basta pensar na criança com um pouco de dificuldade no primeiro dia de aula, mas que não demora muito a fazer amigos.
Geralmente, os primeiros sinais da ansiedade social aparecem na infância ou adolescência. Na falta do devido acompanhamento, eles podem persistir por anos.
A diferença entre a ansiedade social e a generalizada
Muito do desenrolar de ambos os quadros é idêntico, então é um desafio determinar a origem dos sentimentos desconfortáveis.
De maneira simplificada, a ansiedade generalizada (ou TAG) é aquela que surge em várias situações (na escola, na rua, no emprego etc.) de caráter persistente, prosseguindo por meses ou anos.
Já a fobia social é mais restrita e se limita a circunstâncias em que o medo tem como gatilho conexões interpessoais (ou apenas a possibilidade de se expor a essa situação).
Diante desses cenários, pode ser necessário realizar consultas e exames adequados para cada situação. Para isso, o Cartão dr.consulta oferece acesso a diferentes especialidades médicas com preços especiais.
Mais do que isso, o programa Viva Bem proporciona suporte contínuo por meio de uma equipe multidisciplinar, que atua oferecendo orientações personalizadas em diversas situações:
Principais sintomas dessa fobia

A partir da perspectiva da avaliação de terceiros, o indivíduo com ansiedade social acredita que a qualquer momento será julgado de um jeito cruel, rejeitado e humilhado.
Desse modo, ambientes coletivos passam a ser evitados. Quando algum tipo de socialização ocorre, é absorvida por quem passa pelo transtorno como algo desafiador, custoso e exaustivo.
Assim, tal distúrbio prejudica diversas áreas da vida de quem é afetado. Torna-se bastante problemático estabelecer relacionamentos, ter um bom desempenho acadêmico ou mesmo conseguir uma colocação profissional.
Adicionalmente, como acontece também no TAG, podem ainda ser notadas alterações físicas, que incluem:
- ficar com as bochechas vermelhas;
- sudorese e tremores;
- sentir o coração bater mais rápido;
- sensação de “mente em branco”;
- enjoo e outros desconfortos gastrointestinais;
- postura corporal rígida e aperto no peito;
- inabilidade em manter contato visual.
Em crianças, a busca por evitar o eventual constrangimento causa um comportamento que lembra uma birra. Ou seja, há choro compulsivo, ataque de raiva e imobilidade.
O processo de diagnóstico e a definição do tratamento adequado
Outro ponto comum quando se compara esse aos demais transtornos relacionados à mente é que o suporte apropriado é obtido no atendimento com médicos psiquiatras e psicólogos.
A combinação da atuação de ambos os especialistas tende a oferecer resultados melhores em toda a recuperação, focada em devolver ou estabelecer a capacidade de cumprir demandas básicas do dia a dia.
Em resumo, o diagnóstico é conduzido com base em uma conversa com quem procurou ajuda. Além dos possíveis sintomas, é levado em consideração o período em que eles persistem (prazo que deve ser de ao menos seis meses) e o tamanho do comprometimento experimentado.
Sessões de psicoterapia e a prescrição de medicamentos são os meios mais eficazes para reverter as queixas. Tais abordagens devem ser mantidas dentro do tempo necessário recomendado pelos profissionais. Isso colabora na consolidação da melhora e previne recaídas.
Fontes: