A relação entre alimentação e as doenças crônicas não transmissíveis

Segundo dados do Ministério da Saúde, as chamadas Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) representam um dos maiores desafios à saúde pública no Brasil e no mundo.
Essas condições comprometem a qualidade de vida e levam a óbito milhões de pessoas, além de gerar impactos significativos nos sistemas de saúde.
No entanto, é importante destacar que grande parte dos casos se associa a hábitos e comportamentos cotidianos que podem ser modificados.
Este conteúdo tem como objetivo explicar o que são as DCNTs, apresentar exemplos e demonstrar como os cuidados com a alimentação podem desempenhar um papel crucial na prevenção.
Mas, afinal, o que são as DCNTs?
Tratam-se de enfermidades que se desenvolvem ao longo do tempo, de forma geralmente lenta e silenciosa, muitas vezes sem apresentar sintomas aparentes em estágios iniciais.
Entre as principais doenças crônicas não transmissíveis, estão:
- as patologias relacionadas ao sistema cardiovascular (hipertensão arterial, principalmente);
- os cânceres (de mama, próstata, boca, pulmões, entre outros);
- a depressão;
- as enfermidades metabólicas (obesidade, diabetes e colesterol alto);
- as doenças respiratórias crônicas (asma, bronquite e rinite).
Alimentação e doenças crônicas não transmissíveis têm relação?
Conforme explica a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, diversos fatores não modificáveis, como herança genética, sexo biológico e idade do paciente, contribuem para a ocorrência das DCNTs.
Entretanto, existem os fatores de risco modificáveis, especialmente os relacionados a aspectos comportamentais, que também são considerados uma das principais causas das doenças crônicas não transmissíveis. E a alimentação é um deles.
De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, documento elaborado pelo Ministério da Saúde, o consumo de ultraprocessados contribui diretamente para a obesidade, vários tipos de câncer e condições cardiovasculares.
Além disso, o excesso de sal nas refeições aumenta o risco de hipertensão arterial, assim como alimentos com muito açúcar potencializam o risco para diabetes.
Se o foco é minimizar os riscos relacionados à alimentação e doenças crônicas não transmissíveis, vale adotar algumas medidas que podem transformar a relação com a comida. Um profissional de Nutrição pode ajudar nesse processo de readequação alimentar.
Outros hábitos que contribuem para as DCNTs
Além da alimentação inadequada, é preciso cuidado com o estilo de vida, que pode ser prejudicial ao organismo e favorecer o desenvolvimento das condições crônicas não transmissíveis. Abaixo alguns exemplos:
Consumo exagerado de álcool
Estudo recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com base em relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que ocorra uma média de 12 óbitos por hora atribuíveis ao álcool no Brasil.
Os homens são as principais vítimas, lidando não só com complicações cardiovasculares, mas também com acidentes fatais e outros tipos de violência.
A dependência alcoólica é um assunto sério e é importante oferecer apoio a esses indivíduos, incentivando a busca por profissionais de saúde especializados.
Tabagismo
Caracterizado pelo uso desenfreado de produtos à base de tabaco, como cigarros, charutos, vapers, cigarrilhas, entre outros, e diretamente relacionado à dependência da nicotina, presente nessas composições.
Além de ser o principal motivo para o câncer de pulmão, o tabagismo também é responsável por desencadear patologias cardiovasculares, como pressão alta, aneurisma e trombose.
Nessas situações, a área de Clínica Geral é a mais indicada para realizar uma avaliação e fazer o encaminhamento para profissionais específicos, dependendo da complexidade do quadro.
Com o Cartão dr.consulta, é possível se consultar com diversos especialistas de saúde, além de realizar exames a valores mais vantajosos.
Com o benefício, o paciente é incluído dentro do programa Viva Bem, recebendo suporte com um time multidisciplinar via WhatsApp para tirar dúvidas sobre o cuidado com a pressão alta, diabetes e colesterol alto (dislipidemia) e realizar consultas de enfermagem on-line.

Sedentarismo
A prática regular de atividades físicas é um fator de prevenção a diversas condições, como diabetes tipo 2, depressão, condições cardíacas, entre outras, aponta o Ministério da Saúde.
A OMS recomenda que um adulto realize pelo menos 150 minutos de exercícios por semana – com exceção daqueles que tiverem algum tipo de restrição motora ou outra debilidade física.
Assim, a realização diária de exercícios, além de atuar como método de prevenção, promove o bem-estar físico e mental como um todo.
Estresse
Ele pode ser desencadeado por vários motivos e afeta pessoas de todas as faixas etárias. Quando frequente, o estresse crônico pode desencadear condições como depressão, ansiedade, diabetes, colesterol alto e obesidade.
Nesse sentido, é importante estar atento aos sinais das crises de estresse, manter um equilíbrio entre a vida pessoal e a do trabalho, além de buscar ajuda de psicólogos e psiquiatras quando necessário.
Como se prevenir e manter o corpo saudável sempre
Fora a questão congênita ou hereditária, muitas condições de saúde podem ser evitadas com a adoção de hábitos mais saudáveis.
A lista abaixo traz dicas simples que podem ser introduzidas pouco a pouco no dia a dia:
- praticar atividades físicas regularmente;
- não fumar e não consumir bebidas alcoólicas em excesso;
- prezar pelo cuidado da saúde mental;
- planejar as refeições para que sejam sempre nutritivas e equilibradas;
- optar por alimentos com menos gordura, açúcar e sódio;
- ingerir grãos, comidas integrais e outras fontes de fibras;
- consumir mais frutas, legumes e verduras.
Fontes:
- Agência Brasil;
- Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso);
- Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo;
- Fundação Oswaldo Cruz;
- Fundação Oswaldo Cruz – Ministério da Saúde apresenta cenário das doenças não transmissíveis no Brasil;
- Ministério da Saúde;
- Ministério da Saúde – Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil;
- Ministério da Saúde – Relatório aponta que número de adultos com hipertensão aumentou 3,7% em 15 anos no Brasil.
- Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF);
- Secretaria da Saúde do Paraná (SES-PR)
- Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

Excelente texto!
me esclareceu bastante.
Olá, Suzy! Ficamos felizes em saber que você gostou!
Muito obrigada pelo excelente material.
Olá! Regina, tudo bem? Que bom que gostou! Conte conosco!
[…] decorrente de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT): enfermidades como hipertensão, diabetes e obesidade, por exemplo, estão associadas ao LDL; […]
[…] Dados do MS apontam que, no Brasil, há uma maior tendência de mortalidade precoce de homens em relação às mulheres, especialmente em virtude de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). […]
[…] alimentar segura para pessoas com diabetes e intolerâncias alimentares, já que não contém lactose ou glúten (desde que evitada a […]
[…] No longo prazo, sua ação resulta no envelhecimento precoce e em uma série de condições crônicas. […]
[…] Antes mesmo disso, dietas ricas em frituras aceleram o aparecimento da resistência à insulina. Isso dificulta o controle de peso e aumenta o risco de outras doenças crônicas. […]
[…] fatores, como histórico familiar, sedentarismo (falta de atividade física), alimentação inadequada e rica em sódio, obesidade, consumo em excesso de álcool, tabagismo, diabetes e dislipidemia […]
[…] O perigo do sedentarismo é que ele potencializa o risco para as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). […]
[…] tabagismo, o sedentarismo, a alimentação inadequada e o sobrepeso ou a obesidade são alguns dos fatores que favorecem o aumento do colesterol LDL no […]
[…] isso, a dieta inadequada é uma das principais causas da elevação dos níveis de colesterol […]
[…] outros dois componentes são destaque para o Ministério da Saúde: a alimentação inadequada e o […]