Preciso fazer mamografia? Entenda como o exame funciona

No Brasil, o câncer de mama é o segundo tipo mais presente no público feminino. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2023 mais de 73 mil novos casos foram estimados para ocorrer até 2025.
Diante desse cenário alarmante, o diagnóstico precoce se destaca como um aliado crucial no tratamento. Assim, o procedimento desempenha um papel fundamental, pois permite a identificação de tumores nas mamas antes mesmo que eles se tornem palpáveis.
Como funciona a mamografia
Também conhecida como mastografia, é um exame realizado em uma máquina chamada mamógrafo que utiliza raios-X para capturar imagens detalhadas das mamas.
Por isso, é capaz de identificar microcalcificações, assimetrias, nódulos (sejam benignos ou malignos) e lesões, incluindo aqueles menores que 1 centímetro.
Para o sucesso do procedimento, a paciente deve ficar em pé na frente do mamógrafo, sem nenhum tipo de vestimenta, seja blusa ou sutiã. Depois, uma das mamas é colocada sobre uma placa de acrílico e pressionada por outra.
Neste momento, é importante que a pessoa fique imóvel para evitar distorções no resultado. Esse processo é feito para diminuir as doses de radiações usadas para a obtenção das imagens e tornar mais fácil a identificação de anormalidades.
Em seguida, a mama é descomprimida para reposicionamento e, após a captura dos ângulos solicitados, o procedimento é repetido com o outro seio.
Normalmente, os profissionais que participam são: um técnico em radiodiagnóstico para realizar todo o processo e um médico (radiologista, oncologista ou mastologista) que interpreta as radiografias e produz o laudo.
O tempo médio do exame leva em torno de 15 a 20 minutos. Ao final, a paciente aguarda alguns minutos na sala de espera enquanto o tecnólogo verifica se há a necessidade de alguma complementação. Caso as imagens coletadas estejam boas e sejam suficientes para o médico, ela é liberada.

Diagnóstico precoce eficaz
Ao realizá-lo, tanto mulheres, quanto homens, podem identificar antecipadamente o câncer de mama, evitando metástases (estágio avançado do câncer, no qual os tumores se espalham para outras áreas do corpo).
As anormalidades geralmente estão presentes na fase inicial da neoplasia, quando seria impossível identificar tumores apenas apalpando (tocando) a região no autoexame, e que também costuma ser assintomática.
O exame pode ser feito com o Cartão dr.consulta, que possibilita o acesso a diferentes especialidades médicas, como mastologistas – profissionais especializados na saúde das mamas.
Com ele, a paciente ainda pode fazer parte do programa Previna Mulher, que oferece suporte e orientações sobre saúde feminina via WhatsApp com um time multidisciplinar, além de consultas on-line de enfermagem.

Quando fazer a mamografia
De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, mulheres a partir dos 40 anos devem realizá-la anualmente.
Porém, para aquelas com histórico familiar de câncer de mama, a recomendação é iniciar o exame preventivo no check-up anual aos 35 anos.
Em casos específicos, como suspeita de lesões ou acompanhamento pós-tratamento, pode ser solicitada a mamografia diagnóstica, que inclui imagens adicionais para maior detalhamento.
Preparo antes do exame
Para realizar a mamografia, é preciso observar algumas orientações:
- não usar cremes, desodorantes ou perfumes sobre a pele antes de fazer o exame, pois esses produtos podem prejudicar a captura das imagens;
- ter atenção para a roupa escolhida, já que é necessário despir a parte superior do corpo para que os seios sejam examinados;
- realizar o teste BHCG em casos de suspeita de gravidez ou atraso na menstruação. O exame não é recomendado para gestantes a menos que seja absolutamente necessário.
O que fazer depois
O resultado deve ser apresentado ao médico solicitante (geralmente um mastologista ou ginecologista).
Em caso de dúvidas ou anormalidades, podem ser indicados procedimentos complementares, como ultrassonografia ou biópsia, para uma análise mais aprofundada.
A mamografia dói?
A compressão necessária para sua realização pode causar desconforto, especialmente em mulheres com maior sensibilidade nas mamas. A intensidade do incômodo varia, mas não impede que o exame aconteça e seja preciso.
Para tentar minimizá-lo, algumas dicas podem ajudar:
- evitar fazê-la durante o período menstrual, pois as mamas ficam mais sensíveis;
- tentar relaxar a musculatura para facilitar o posicionamento no tomógrafo;
- se tiver silicone, avisar à equipe. A prótese mamária pode causar desconforto maior durante o exame, além de influenciar na interpretação dos resultados.

Tipos mais comuns de mamografia
Conforme a tecnologia evolui, a medicina diagnóstica também avança. Apesar do preparo ser igual para todos, as imagens são criadas e armazenadas diferentemente.
A escolha do tipo de mamografia depende das características da paciente, do histórico médico e dos recursos disponíveis.
Um estudo recente da Universidade de São Paulo detalha os três principais métodos usados para o exame:
Convencional
Utiliza filmes radiográficos para registrar as imagens, sendo um método mais acessível e econômico. É amplamente usado em rastreamentos populacionais, mas apresenta limitações na qualidade da imagem.
Digital
Mais moderna, capta os raios-X com detectores que convertem os sinais em imagens digitais. Isso permite melhor visualização, armazenamento e processamento, sendo indicada para pacientes com mamas densas ou casos iniciais suspeitos.
3D
Considerada a tecnologia mais avançada, adquire múltiplas projeções de diferentes ângulos, criando imagens tridimensionais.
Essa abordagem reduz a sobreposição de tecidos, melhora a detecção de pequenas lesões e diminui falsos positivos, sendo ideal para diagnósticos detalhados.
Outros exames para colocar em dia
A mamografia é um exame que, além de ser importante e decisivo para um diagnóstico precoce de câncer de mama, possibilita o início do tratamento em fases iniciais, aumentando as chances de cura.
Além dela, outros procedimento também são de igual relevância para a saúde feminina, como:
- papanicolau;
- ultrassom transvaginal;
- ultrassonografia das mamas.
Realizar consultas e procedimentos de rotina facilita a identificação de condições e mais bem-estar a longo prazo, sendo uma atitude essencial para o autocuidado.
Fontes:
[…] a partir da mamografia que as alterações podem ser percebidas e avaliadas em tempo de serem tratadas. Portanto, os […]
[…] convencional. A diferença entre elas é que a primeira faz uso do computador, e a segunda não. A mamografia pode gerar um desconforto mínimo e pontual, mas não deve, em hipótese alguma, machucar a […]
[…] É indicada a realização anual a partir dos 40 anos e a cada dois anos a partir dos 50. Caso a paciente tenha histórico familiar de câncer de mama, a recomendação é que seja feito desde os 35 anos para rastreio precoce de possíveis nódulos. […]
[…] mamografia: facilita o rastreio do câncer de mama […]