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Blog dr.consulta / Saúde de A-Z / Micose na unha: Sintomas, causas, diagnóstico e tratamento
Saúde de A-Z

Micose na unha: Sintomas, causas, diagnóstico e tratamento

A micose na unha é uma infecção causada por fungos que destroem gradualmente a queratina, a proteína que forma...
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dr.consulta
17, ago de 2026
12 minutos para ler
Micose na unha: Sintomas, causas, diagnóstico e tratamento

A micose na unha é uma infecção causada por fungos que destroem gradualmente a queratina, a proteína que forma essa camada dura na ponta dos dedos. É uma condição bastante comum: estima-se que 10% dos adultos a enfrentem pelo menos uma vez na vida, e entre pessoas com mais de 60 anos esse número pode chegar a 20%.

Na maioria dos casos, o problema não é grave e o maior impacto é estético. Mas, quando o quadro avança sem tratamento, pode causar dor e até comprometer a estrutura da unha. Por isso, reconhecer os sinais, confirmar o diagnóstico com um médico e seguir o tratamento até o fim, mesmo quando a aparência já melhorou, é o que evita que o fungo volte.

Quais são os sinais de micose na unha?

As unhas dos pés são mais suscetíveis à onicomicose. O motivo é simples: as extremidades dos membros inferiores ficam por mais tempo em contato com o chão ou em ambientes úmidos e pouco ventilados, como dentro de um calçado fechado. Ainda assim, a infecção também pode afetar a pele das mãos.

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Alguns sinais costumam aparecer antes de qualquer dor. Entre os mais frequentes estão:

  • espessamento da unha (ela fica mais grossa);
  • redução do brilho, deixando a superfície amarelada;
  • alterações no formato;
  • aumento da fragilidade, o que a torna mais quebradiça.

A dor só costuma surgir em estágios mais avançados. Nessa fase, a unha pode inclusive começar a se soltar do leito.

Quais são os tipos de micose de unha?

A onicomicose pode ser classificada de acordo com a região da unha em que o fungo se instala primeiro:

  • distal — atinge a ponta da unha primeiro; é o formato mais comum;
  • subungueal — afeta a parte mais próxima da cutícula;
  • superficial — o fungo se espalha sobre a superfície da unha, formando manchas brancas.

Vale diferenciar a onicomicose da paroníquia, popularmente conhecida como “unheiro”. Os dois problemas podem até ser causados por fungos parecidos, quase sempre do gênero Candida, o mesmo responsável pela candidíase, mas a paroníquia se instala na pele ao redor da unha, provocando inflamação na cutícula que, se não tratada, pode deformar a unha e dificultar seu crescimento.

Como a micose na unha é transmitida?

Os fungos se multiplicam com facilidade em ambientes quentes e úmidos. Por isso, banheiros compartilhados, vestiários, saunas e piscinas públicas são os locais de maior risco de contato, especialmente para quem circula por eles descalço.

A transmissão direta de uma pessoa para outra é menos comum. Ela costuma acontecer por meio do compartilhamento de objetos de manicure e pedicure, como tesouras, alicates e lixas. Mais raramente, a própria pessoa pode levar o fungo de uma parte do corpo para outra com as mãos, sem sequer ter sintomas na região de origem.

Mesmo assim, o simples contato com o fungo geralmente não é suficiente para causar a infecção, ele precisa de uma condição favorável para se instalar, como um pequeno ferimento na unha ou uma queda na imunidade. Depois desse primeiro contato, a infecção pode levar semanas para se desenvolver e se tornar visível.

Quem tem mais risco de desenvolver a doença?

Alguns fatores aumentam a chance de a onicomicose aparecer:

  • outras condições de pele, como frieiras, pé de atleta ou psoríase;
  • circulação sanguínea prejudicada, comum em pessoas idosas;
  • diabetes;
  • imunidade reduzida, inclusive por causa de alguns medicamentos;
  • contato frequente com pessoas que já têm onicomicose.

Quando procurar um médico e como é feito o diagnóstico

O dermatologista é o profissional indicado para avaliar qualquer alteração na unha, não só na pele e nos cabelos, como muita gente pensa. A consulta é importante porque outros problemas podem parecer micose sem ser: um trauma na unha (por uma batida ou um calçado apertado, por exemplo) e a psoríase ungueal são os principais imitadores e pedem tratamentos completamente diferentes.

Para confirmar o diagnóstico, o médico costuma raspar um pouco da unha afetada e examiná-la ao microscópio com uma substância chamada hidróxido de potássio o exame micológico direto (também conhecido pela sigla KOH). É um teste rápido e de baixo custo, e quando o resultado é positivo já é suficiente para começar o tratamento.

Quando esse exame dá negativo mas a suspeita clínica continua alta, o médico pode pedir exames complementares:

  • cultura de fungos — a amostra é colocada para crescer em laboratório, o que permite identificar exatamente qual fungo está envolvido. Leva algumas semanas, mas ajuda a escolher o remédio mais eficaz;
  • coloração PAS — uma técnica de laboratório que usa um corante para destacar o fungo em uma pequena amostra da unha; é mais sensível que o exame direto;
  • PCR — um teste que identifica o material genético do fungo; é o mais preciso, porém mais caro e nem sempre disponível.

Como é o tratamento da micose na unha?

O tratamento é feito com antifúngicos tópicos (aplicados na unha) ou orais (em comprimidos), e a escolha entre eles é feita pelo médico com base em quantas unhas estão afetadas e no grau de comprometimento. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, quando mais de 30% da unha está afetada ou várias unhas apresentam o problema, combinar as duas formas costuma funcionar melhor.

Os remédios orais tendem a ter maior eficácia, mas exigem avaliação médica prévia, alguns pedem exames de sangue antes do início do tratamento e atenção a possíveis interações com outros medicamentos em uso. Já os tratamentos tópicos são indicados para casos mais leves, causam menos efeitos colaterais, porém precisam ser usados por mais tempo (de seis meses a quase um ano). Em qualquer caso, a escolha do medicamento e da dose deve ser sempre feita por um médico.

O tratamento completo dura em média seis meses e deve ser seguido até o fim, mesmo com melhora aparente, parar antes é a principal causa de recidiva. A unha leva de três a seis meses (mãos) ou até 18 meses (pés) para recrescer totalmente, e cerca de 1 em cada 4 pessoas tem a infecção de volta, o que reforça a importância da prevenção.

Como prevenir a micose na unha (e evitar que ela volte)

Como os fungos estão presentes em muitos ambientes e são invisíveis a olho nu, é praticamente impossível evitar todo contato com eles. Mas alguns hábitos reduzem bastante o risco:

  • secar bem os pés depois do banho;
  • usar chinelos em banheiros, vestiários e áreas de piscina, e higienizar mãos e pés depois de frequentar espaços públicos;
  • não compartilhar itens de manicure e pedicure, como cortadores, alicates e lixas;
  • manter as unhas sempre bem aparadas;
  • expor o interior dos calçados ao sol de vez em quando e desinfetá-los periodicamente;
  • preferir calçados bem ventilados;
  • trocar as meias todos os dias, evitando tecidos sintéticos, que retêm mais umidade;
  • evitar andar descalço em locais públicos e molhados.

Esses cuidados merecem atenção especial de quem tem diabetes ou problemas de circulação, já que esses fatores aumentam tanto o risco de desenvolver a onicomicose quanto a chance de complicações.

Perguntas frequentes

Micose na unha tem cura?
Sim. A onicomicose tem cura na grande maioria dos casos, desde que o diagnóstico seja confirmado por um médico e o tratamento indicado seja seguido até o fim — geralmente por cerca de seis meses.

Quanto tempo demora para a unha voltar ao normal?
O tratamento em si dura em média seis meses, mas a aparência da unha só se normaliza com o recrescimento completo: de três a seis meses nas mãos e de até 18 meses nos pés.

Posso usar esmalte comum enquanto trato a micose?
O ideal é evitar, porque o esmalte comum pode reter umidade e dificultar a ação do tratamento. Existem esmaltes e soluções que são, na verdade, o próprio medicamento antifúngico tópico — o dermatologista pode indicar qual usar.

Micose na unha pega de uma pessoa para outra?
A transmissão direta entre pessoas é rara. O maior risco está no compartilhamento de objetos de manicure e pedicure e no contato com ambientes públicos úmidos, como vestiários e piscinas, sem calçado.

Preciso remover a unha para tratar a micose?
Na maioria dos casos, não. O tratamento é feito com antifúngicos tópicos, orais ou a combinação dos dois. A remoção da unha é reservada a situações bem específicas e sempre avaliada pelo médico.


Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento com um médico dermatologista.

#Dermatologista#Fungos#onicomicose#Pé de atleta#tratamento dos pés#tratamento unhas#Unhas
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Comentários

  1. Como Acabar com Fungos nas Unhas Rapidamente: Causas, Tratamentos e Dicas - varandadasunhas.com.br 12/12/2024 às 11:11

    […] pessoas. Se possível, leve seu próprio kit quando for ao salão. Isso reduz o risco de contrair micose na unha, uma condição que pode requerer atenção […]

    Responder
  2. Remedio caseiro para micose de unha - Tratamentos 13/12/2024 às 12:21

    […] Mas é preciso ficar sempre atento. Cerca de 10% dos adultos já teve a condição ao menos uma vez10. E entre as pessoas acima dos 60 anos, o número chega a […]

    Responder
  3. Quando procurar um clínico geral? | Blog dr.consulta 13/03/2025 às 10:39

    […] micose e outras alterações na […]

    Responder

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