Para que serve e quando usar a pomada vaginal?

Indicada em diferentes tipos de tratamentos ginecológicos, a pomada vaginal é uma medida efetiva de proteção da flora vaginal.
Ao tratar as infecções vaginais, não eliminam o uso dos preservativos (como as camisinhas masculinas ou femininas), mas previnem complicações que podem aumentar o risco de contrair outras Infecções Sexualmente Transmissíveis, as ISTs.
O que é uma pomada vaginal?
Como o nome sugere, a pomada vaginal é um medicamento aplicado diretamente na vagina. É comumente usada para aliviar os sintomas associados às infecções (como vaginose bacteriana e candidíase), coceiras, irritações e secura vaginal.
As mulheres encontram esse produto pronto disponível em drogarias ou farmácias na forma de creme também. Enquanto a pomada é mais espessa e grossa, o creme é mais fluido, por conta da sua composição maior de óleo e água.
Logo, a recomendação por uma ou outra, dependerá da prescrição do ginecologista e do quadro clínico de cada paciente. O produto pode ser manipulado, quando necessário.
Os 4 principais tipos
A classificação das pomadas vaginais varia de acordo com os seus ingredientes ativos e causa que tratam:
- pomadas antifúngicas: usadas para tratar infecções fúngicas, como a candidíase;
- pomadas antibacterianas: indicadas para infecções bacterianas;
- pomadas hormonais: frequentemente usadas para tratar a secura vaginal, especialmente em mulheres na menopausa;
- pomadas emolientes: hidratam a mucosa vaginal e aliviam irritações.
Quando usar pomada vaginal?
Como são produtos prescritos, ou seja, depende geralmente de uma receita (que é a autorização por escrito de um profissional de saúde para a compra um medicamento), essas pomadas ou cremes só devem ser utilizados mediante recomendação médica. Vale lembrar que a receita também apresenta a posologia e indica o tempo de uso.
As condições ou sintomas que demandam tratamento regular variam, mas estão associados frequentemente à:
- coceira ou ardência na região vaginal;
- corrimento com odor forte;
- vermelhidão ou inchaço na vagina;
- secura e desconforto durante a relação sexual.
Importante: se a pomada for para tratar uma infecção sexualmente transmissível (IST), o parceiro também pode precisar de tratamento.
Contraindicações
Pacientes com alergias aos componentes antifúngicos (como clotrimazol, miconazol) e antibióticos não devem utilizar o medicamento. O mesmo alerta é válido para gestantes no primeiro trimestre de gestação.
Mulheres no período de amamentação precisam consultar o ginecologista para avaliar os sintomas e confirmar a necessidade do tratamento, uma vez que determinados medicamentos podem ser excretados no leite materno.
Benefícios do uso
Esse método tem eficiência comprovada por ser um tratamento localizado, ou seja, diretamente na área afetada, evitando outros riscos. Outro benefício relatado pelas usuárias é o rápido alívio dos sintomas, no caso das coceiras – diferentemente de um medicamento que tem um tempo para iniciar o efeito.
Além disso, a pomada vaginal pode ser aplicada em casa, seguindo as instruções de uso.
Como aplicar corretamente

Todo tratamento deve seguir à risca o que foi definido pelo profissional de saúde, farmacêutico ou está disposto nas embalagens dos produtos. O uso indevido ou incorreto pode resultar em possíveis efeitos colaterais.
No geral, os passos indicados para a aplicação correta da pomada vaginal considera:
- higienização: lavar as mãos e a área genital antes de iniciar a aplicação;
- uso do aplicador e quantidade adequada: se a pomada vier com um aplicador, é importante utilizar conforme as instruções da bula, para saber, inclusive, se pode ser usada durante a menstruação. Colocar a quantidade recomendada do medicamento no aplicador;
- posicionamento: idealmente a paciente deve deitar de costas com os joelhos dobrados e mais afastados para facilitar a inserção do produto com o aplicador na vagina, em movimentos suaves. A liberação da pomada se dá pressionando o êmbolo;
- permanecer deitada: como a aplicação ocorre normalmente a noite, a indicação é permanecer deitada por alguns minutos pode facilitar a absorção do produto;
- remoção e descarte: após a aplicação, se descartável o aplicador deve ser jogado fora. Do contrário, preciso lavar com água e sabão e guardar em local limpo e seguro novamente;
- higienização pós-aplicação: lavar as mãos novamente.
Não existe nenhuma restrição quanto ao uso de roupas íntimas durante todo o tratamento. Calcinhas de algodão e não tão apertadas evitam o “abafamento” da área.
As relações sexuais ficam liberadas desde que a área esteja recuperada e não se sinta dor.
Efeitos colaterais
As pacientes devem observar irritações, sensibilidade e ardor na região da aplicação, possivelmente causados por reações alérgicas. O fluxo vaginal pode sofrer mudanças temporárias, mas não chega a ser preocupante.
Se qualquer efeito colateral severo for sentido, recomenda-se procurar um médico imediatamente durante o tratamento.

Fontes: