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Blog dr.consulta / Saúde de A-Z / Conjuntivite: como surge, sintomas e o que fazer para evitá-la
Saúde de A-Z

Conjuntivite: como surge, sintomas e o que fazer para evitá-la

a conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, a membrana transparente que cobre o olho e o interior das pálpebras....
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dr.consulta
17, ago de 2026
12 minutos para ler
Conjuntivite: como surge, sintomas e o que fazer para evitá-la

Acordar com os olhos vermelhos, cheios de uma secreção grudenta e com uma coceira incômoda é o primeiro sinal da conjuntivite.

Apesar de uma condição de fácil tratamento, pode provocar muitos desconfortos e, em alguns casos, ser altamente contagiosa.

O que é a conjuntivite e causas comuns

Trata-se de uma inflamação da conjuntiva, uma fina camada transparente que recobre a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras.
A patologia pode ser dividida em três tipos, conforme a origem:

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Infecciosa:

Infecciosa é a mais frequente e a única que pode ser transmitida, sendo viral ou bacteriana. O adenovírus é a causa mais comum de conjuntivite viral, enquanto a Staphylococcus aureus e a Haemophilus influenzae estão entre os principais agentes bacterianos. Costuma aparecer em surtos, especialmente em locais com muita gente, como escolas e creches;

Irritativa

Irritativa é desencadeada após o contato com algumas substâncias, como maquiagem contaminada, fumaças, lentes mal higienizadas ou produtos químicos;

Alérgica

Alérgica está ligada a reações à poeira, pólen ou pelos de animais e, geralmente, vem acompanhada de espirros e prurido intenso.

Diferença entre os tipos de conjuntivite

Nenhum sintoma isolado confirma sozinho a causa, mas alguns padrões ajudam a suspeitar do tipo mais provável:

TipoComo reconhecerÉ contagiosa?
Infecciosa viralCostuma afetar os dois olhos (às vezes um depois do outro), com secreção aquosa e transparente. Pode vir acompanhada de dor de garganta ou gânglios inchados perto da orelha.Sim, bastante contagiosa
Infecciosa bacterianaMais comum em crianças. Geralmente afeta um olho, com secreção espessa, amarelo-esverdeada, que deixa as pálpebras “coladas” ao acordar.Sim, contagiosa
AlérgicaAfeta os dois olhos, com secreção aquosa e escassa. A coceira intensa é o sintoma mais característico. Comum em quem já tem rinite ou outras alergias.Não
IrritativaLigada ao contato com produtos químicos, fumaça, maquiagem contaminada ou lentes mal higienizadas. Não costuma ter secreção purulenta.Não

Sintomas comuns

Eles sempre podem variar diante de cada forma da condição, mas alguns são comuns em todas as variações:

  • vermelhidão nos olhos;
  • lacrimejamento constante;
  • sensação de areia ou ardência;
  • pálpebras inchadas;
  • secreção ocular;
  • coceira (sobretudo no quadro alérgico);
  • sensibilidade à luz.

Como é a transmissão da conjuntivite

Vírus e bactérias se espalham rapidamente, basta apenas levar as mãos contaminadas à região. Nesse sentido, quando se está infectado, compartilhar toalhas, tocar nas pessoas ou até em superfícies como maçanetas, celulares e brinquedos pode facilitar a ocorrência.

Importante: a conjuntivite infecciosa não se transmite pelo ar, como um resfriado. O contágio acontece por contato direto com secreções ou por objetos contaminados.

Dessa forma, o isolamento durante o período de manifestações físicas é uma medida de saúde pública. Evitar o contato próximo protege a família e impede a propagação em escolas ou ambientes de trabalho.

Buscar ajuda médica é essencial em casos de conjuntivite

Alguns sinais indicam que a situação pode ser mais séria do que uma conjuntivite comum e pedem avaliação oftalmológica o quanto antes:

  • dor importante ou sensibilidade à luz intensa;
  • diminuição da visão;
  • pupilas com tamanhos diferentes entre os dois olhos;
  • alterações visíveis na córnea;
  • presença de pus e sintomas que perduram por mais de uma semana;
  • erupções com bolhas nas pálpebras ou ao redor do nariz (podem indicar herpes);
  • histórico de doença reumatológica ou imunossupressão;
  • cirurgia ocular recente.

Já em bebês, todo sinal de irritação ocular deve ser avaliado imediatamente, pois pode indicar algo mais grave.

As pessoas que usam lentes de contato devem suspender a utilização ao notarem qualquer alteração e consultar um oftalmologista para prevenir complicações na córnea.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico costuma ser clínico, ou seja, baseado na observação dos fatores visíveis. Mas, diante de quadros persistentes, surtos ou suspeitas mais sérias, pode-se coletar uma amostra da secreção para a identificação do agente causador.

Cada tipo de conjuntivite segue algumas abordagens:

  • viral: não há um remédio específico e as manifestações desaparecem sozinhas. Compressas frias somadas à limpeza da região e colírios lubrificantes ajudam a atenuar o desconforto. Antibióticos não fazem efeito contra vírus e não devem ser usados sem indicação médica;

  • bacteriana: a maioria dos casos melhora sozinha em 1 a 2 semanas, mesmo sem antibiótico. Ainda assim, o médico pode prescrever colírios ou pomadas antibióticas (com prescrição) para acelerar a recuperação — o que costuma ser indicado para quem usa lentes de contato, tem secreção espessa associada a dor, ou quando há suspeita de conjuntivite causada por clamídia ou gonococo (que também exigem tratamento sistêmico, além do colírio);

  • alérgica e irritativa: requer o afastamento do que desencadeia a reação (como poeira ou pelo de animal) e o uso de medicamentos na região, indicados pelo médico.

A automedicação não é recomendada, pois pode tanto piorar a situação quanto mascarar o real motivo do cenário.

Agendar oftalmologista

Higiene é a palavra-chave para a prevenção

Para que não ocorra a transmissão, especialmente em épocas de aumento de casos ou em ambientes com crianças e idosos – que têm maior vulnerabilidade – é fundamental adotar cuidados simples, como:

  • lavar as mãos com frequência;
  • evitar coçar ou tocar os olhos;
  • não compartilhar toalhas, travesseiros ou maquiagem;
  • trocar fronhas e lençóis diariamente durante o período da infecção;
  • ficar longe de aglomerações quando estiver com sintomas.

Vale ressaltar que, se não tratada adequadamente, a conjuntivite pode evoluir para a ceratite e outras complicações.
Com prevenção, diagnóstico correto e bons hábitos, é possível se recuperar bem e não deixar que outras pessoas sejam afetadas.

Perguntas frequentes sobre conjuntivite

Conjuntivite pega quantos dias? Quanto tempo dura o contágio?
Na conjuntivite viral, o período de transmissão costuma acompanhar a presença de secreção e vermelhidão, em geral entre 7 e 14 dias. Na bacteriana tratada com antibiótico, o risco de transmissão cai bastante após 24 a 48 horas de uso do medicamento. Já a alérgica e a irritativa não são contagiosas.

Conjuntivite passa pelo ar?
Não. Diferente de um resfriado, a conjuntivite infecciosa não se transmite pelo ar. O contágio ocorre por contato direto com secreções oculares ou por objetos contaminados, como toalhas, maquiagem, maçanetas e celulares.

Leite materno cura conjuntivite?
Não, isso é mito e não tem respaldo científico. Colocar leite materno ou qualquer outra substância caseira no olho pode até piorar o quadro, pois introduz outros microrganismos na região já inflamada. O tratamento deve seguir orientação médica.

Posso trabalhar ou levar meu filho à escola com conjuntivite?
O recomendado é evitar aglomerações e contato próximo enquanto houver secreção ativa e olhos vermelhos, especialmente nos primeiros dias. A liberação costuma acontecer 24 a 48 horas após o início de um tratamento eficaz ou a partir da melhora da secreção — sempre conforme orientação do médico que acompanha o caso.

Conjuntivite pode causar cegueira?
É raro, mas quando não tratada adequadamente a conjuntivite pode evoluir para ceratite e outras complicações que comprometem a visão. Por isso, dor intensa, sensibilidade à luz e diminuição da visão são sinais de alerta que não devem ser ignorados.

Quando devo procurar um oftalmologista com urgência?
Sempre que houver dor importante, sensibilidade à luz, diminuição da visão, pupilas com tamanhos diferentes, alterações visíveis na córnea, erupções com bolhas nas pálpebras ou perto do nariz, histórico de cirurgia ocular recente, doença reumatológica ou imunossupressão — e em qualquer sinal de irritação ocular em recém-nascidos.

Fontes:

  • Conjuntivite: diagnóstico e tratamento — Winters S, Frazier W, Winters J. American Family Physician, 2024.
  • Este paciente com conjuntivite infecciosa aguda tem uma infecção bacteriana? — Johnson D, Liu D, Simel D. JAMA, 2022.
  • Conjuntivite: revisão sistemática de diagnóstico e tratamento — Azari AA, Barney NP. JAMA, 2013.
  • Antibióticos versus placebo para conjuntivite bacteriana aguda — Chen YY, Liu SH, Nurmatov U, van Schayck OC, Kuo IC. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2023.
  • Guia de utilização do laboratório de microbiologia para diagnóstico de doenças infecciosas — atualização 2024 — Miller JM, Binnicker MJ, Campbell S, et al. Sociedade Americana de Doenças Infecciosas (IDSA) e Sociedade Americana de Microbiologia (ASM), Clinical Infectious Diseases, 2024.
  • Conjuntivite: uma visão geral das características clínicas e estratégias de tratamento — Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação.
  • Conjuntivite bacteriana na infância: diagnóstico e tratamento clínico — Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação.
  • Estudo sobre conjuntivite neonatal e infecção vaginal materna — Journal of Medical and Biosciences Research.
  • Artigo sobre conjuntivite — Revista Thêma et Scientia.

#conjuntivite#conjuntivite alérgica#conjuntivite bacteriana#conjuntivite viral#Saúde dos Olhos#Secreção nos Olhos
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Comentários

  1. Darci M C Pecanha 05/09/2024 às 06:20

    Desejo marcar consulta pra hoje 5/9 . Suspeita de conjuntivite

    Responder
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