Conheça 8 doenças transmitidas pelo beijo

Em 13 de abril, comemora-se o Dia do Beijo. O gesto, com suas diferentes maneiras de expressão, faz parte de praticamente todos os relacionamentos humanos e está associado ao bem-estar e aos sentimentos positivos.
No entanto, assim como outras formas de contato físico e atividades sexuais, pode envolver a troca de fluidos corporais e, consequentemente, a transmissão de algumas enfermidades.
Como o beijo impacta o organismo e os relacionamentos
Um artigo da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, vinculada ao Ministério da Educação, explica como o beijo é uma manifestação de afeto que promove diversos benefícios para o corpo.
A saúde cardiovascular, por exemplo, pode ser impactada pelo ato de beijar, uma vez que ele reduz os níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, promovendo uma sensação de calma e conforto.
Também estimula a liberação de ocitocina, serotonina e endorfinas, hormônios responsáveis pelo prazer e felicidade.
Além disso, o gesto fortalece os laços afetivos, sendo uma importante forma de demonstrar carinho e conexão entre as pessoas.
Dessa forma, ele contribui não apenas para o bem-estar emocional, mas também para a redução da ansiedade e da tensão do dia a dia.

8 doenças transmitidas pelo beijo
Apesar de todos esses pontos positivos, beijar ainda pode representar um risco à saúde quando há a presença de agentes patógenos.
Abaixo, estão descritas as principais patologias transmitidas pelo ato:
- mononucleose;
- caxumba;
- gripe e outras condições respiratórias;
- candidíase oral (sapinho);
- catapora;
- sífilis;
- gonorreia;
- herpes labial.
1. Mononucleose
Conhecida como “doença do beijo”, é causada pelo vírus Epstein-Barr e pode provocar dor de garganta, aumento dos gânglios linfáticos, fadiga intensa, febre, tosse e perda de apetite.
É autolimitada, ou seja, evolui para a melhora por si só, necessitando de descanso físico, hidratação, dieta leve e acompanhamento médico para eventuais complicações.

2. Caxumba
De ordem viral, atinge as glândulas salivares, aumentando seu volume, e ocasionando febre e dor ao mastigar ou engolir.
Também é autolimitada, por isso o repouso é recomendado para evitar que inchaço em outras regiões do corpo, como os testículos ou ovários.
3. Gripe e outras condições respiratórias
O vírus Influenza e os demais agentes infecciosos podem ser transmitidos por meio da saliva e das gotículas respiratórias expelidas ao falar, tossir ou espirrar.
É indicado procurar atendimento médico caso a febre permaneça alta, persista por muitos dias ou o paciente sinta dificuldade para respirar.
4. Candidíase oral (sapinho)
Infecção fúngica que pode ser propagada pelo contato com saliva contaminada, causando placas esbranquiçadas na boca e desconforto ao engolir. Pode ser tratada com cremes antifúngicos ou medicamentos via oral.
5. Catapora
Provocada pelo vírus varicela-zóster, também pode ser transmitida por gotículas de saliva ou pelo contato direto com lesões na pele. Seus sintomas são manchas vermelhas no corpo, febre, mal-estar, cansaço, irritabilidade, entre outros.
Comum em crianças, é mais uma enfermidade autolimitada. Medicamentos podem ser usados para aliviar os desconfortos (sempre com a prescrição médica) e a vacinação é o principal método de prevenção.
6. Sífilis
Infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, que passa de pessoa para pessoa por meio de feridas na boca e mucosas genitais.
Os sintomas dependem do estágio da condição (quatro no total), podendo variar entre febre, dor de cabeça, feridas na região íntima, lesões neurológicas e cardiovasculares, entre outros. O tratamento é feito com aplicação de penicilina benzatina em unidades de saúde.
7. Gonorreia
Outra IST que, embora seja mais comumente transmitida por relações sexuais desprotegidas, o contágio pode se dar pelo contato oral com secreções contaminadas.
Dor ao urinar, nos testículos (em homens) e no baixo ventre (em mulheres) são alguns dos sintomas. É tratada com o uso de antibióticos.
8. Herpes labial
Infecção causada pelo vírus Herpes simplex, caracterizada por feridas dolorosas nos lábios e ao redor da boca, que são altamente contagiosas.
Pomadas antivirais e medicamentos via oral, sempre prescritos por um médico, podem ser utilizados para reduzir as bolhas formadas, que devem ser eliminadas pelo próprio corpo.
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Beijo não transmite HIV
Como reforça a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o HIV (responsável pela Aids) é transmitido por relações sexuais desprotegidas, transfusões de sangue contaminado, compartilhamento de seringas e de mãe para filho (durante a gestação, no parto ou na amamentação, chamada de transmissão vertical).
Portanto, não há risco de contágio do HIV por meio do beijo, o que reforça a importância de combater o preconceito contra pessoas que vivem com o vírus.
Desmistificar informações incorretas ajuda a reduzir a discriminação e a promover um ambiente mais inclusivo e acolhedor para todos.
Como se proteger?
Algumas medidas podem ajudar a reduzir os riscos de transmissão de enfermidades:
- manter uma boa higiene bucal e cuidar da saúde oral;
- evitar beijar quando estiver doente ou com sintomas como febre, feridas na boca ou dor de garganta;
- ter uma alimentação equilibrada e hábitos saudáveis para fortalecer o sistema imunológico;
- realizar exames de rotina para monitorar o organismo e identificar precocemente possíveis infecções.
Cuidar da saúde é essencial para manter o bem-estar e garantir que momentos de carinho e afeto possam ser desfrutados sem preocupações.
Fontes:
[…] Não. Embora seja uma condição muito associada à região genital, ela não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), de acordo com a Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. Ainda assim, ela pode ser transmitida em relações sexuais ou pelo beijo. […]